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quarta-feira, 8 de abril de 2026

Minha opinião sincera sobre a Paixão de Cristo 2026

Se eu ganhasse grana cada vez que a Secretária de Cultura faz uma burrada com grana do contribuinte, eu estaria rico. O que dá uma pena, pois eu acerto em tantos pontos que parece que só me repito mais que um brinquedo gira-gira.
Eu sempre falo aos alunos que devem se perguntar sobre assuntos ao seu redor.
Tempos atrás, minha mãe me questionou uma coisa óbvia. Como eu já fui membro do elenco da Paixão de Cristo, ela me questionou: "Vai ter apresentação da Paixão de Cristo?" Estávamos no sábado, dia 3 de Abril de 2026. A apresentação já tinha acontecido no dia anterior, 4 de Abril. Eu respondi isso, mas aquilo me deixou com a pulga atrás da orelha.
Pois queria saber como foi o investimento esse ano, para a Paixão de Cristo.
Diferente de Pablo Gomes (coloco o nome aqui, já que ele mesmo postou em suas redes sociais), que só questionava o espetáculo, depois que saiu da diretoria da Secretária de Cultura de Santa Isabel, assim como da presidência do Conselho de Cultura, eu sempre questionava (fosse pessoalmente ou via redes sociais) a baixa divulgação de uma peça como essas. A Paixão de Cristo é um espetáculo tradicional e antigo dentro da cidade. Deveria ser mais bem divulgado, independente de quem já o conheça. E a prefeitura nem pode falar que é por falta de verba, ou que não se pode fazer por complicações X ou Y. Dá para ser feito um impulsionamento em redes sociais, com menos grana do que se gasta em uma pastel de feira.
Mas o que esperar do mesmo grupo, que em 2025, teria colocado que havia um carro de som na cidade divulgando a peça. Observação: eu estava no Centro da cidade o tempo todo daquela tarde e não vi, nem escutei carro nenhum! 
Dito tudo isso, vejamos o que encontramos abaixo, na matéria do Jornal Metrópole:

SANTA ISABEL REALIZA PAIXÃO DE CRISTO COM CONTRATAÇÃO DE ASSOCIAÇÃO DE SANTOS, SP POR R$191 MIL

Santa Isabel realizou na última sexta-feira a tradicional encenação da Paixão de Cristo, mas a edição gerou polêmica pela contratação de uma entidade externa. Por meio de inexigibilidade de licitação, a prefeitura oficializou o pagamento de 191 mil reais à Associação de Artistas, sediada em Santos, para coordenar o espetáculo.
O ponto central da discussão é a decisão da Secretaria de Cultura em contratar uma entidade de fora da região para coordenar o espetáculo. Por meio de um processo de inexigibilidade de licitação, a administração municipal, sob a gestão do prefeito Carlos Chinchilla e do secretário de Arte e Cultura Emerson Bicudo. Esse mecanismo jurídico é aplicado quando o poder público alega que não há possibilidade de competição, geralmente por se tratar de um serviço técnico de natureza singular ou realizado por profissionais de renome exclusivo. A polêmica reside no fato de que a Paixão de Cristo de Santa Isabel é historicamente produzida e encenada por artistas da própria cidade, com destaque para a participação de grupos locais que mantêm a tradição viva há décadas, muitas vezes de forma voluntária ou com recursos reduzidos.
A medida foi criticada por artistas locais e moradores, que destacam a tradição de a peça ser produzida por talentos da própria cidade. O investimento também foi questionado por ocorrer enquanto o município está em situação de emergência em razão das chuvas. Além disso, alguns munícipes se manifestaram nas redes sociais e criticaram o foco no entretenimento, defendendo que o evento deveria priorizar o respeito à fé cristã.
A administração municipal justificou a escolha pela necessidade de garantir qualidade técnica e segurança. Entretanto, para críticos e integrantes de coletivos culturais, a contratação de uma associação externa descaracterizou a identidade do evento isabelense.
Foto: Fábio Moraes / Divulgação

Sabe o que é engraçado nisso tudo? Essa oficialização de 191 mil reais à Associação de Artistas é bem bizarra. Já que há membros do elenco, de outros anos pelo menos que nunca foram pagos. Muitos deles eram alunos de escolas públicas ou privadas! Isso sem contar uma arte, feita via o artista Jack Azulita (não como esse ano, usando IA) que também não foram pagas na época. O que é hilário nisso, o então Diretor da Cultura sabia sobre esse problema, já que o artista postou sobre isso no Facebook, quando ocorreu esse problema e o mesmo comentou.

sábado, 21 de março de 2026

Minha opinião sobre a pasta da Cultura adiar A Paixão de Cristo em 2023

Inicialmente, eu queria falar que isso não é culpa da pasta da cultura. Afinal, os problemas com o clima estão além da mão humana. Ninguém é "São Pedro", "Tupã" ou "Iansá" para controlar a chuva. 
Para compreender, em 2023, no dia 7 de Abril, ocorreria a peça da Paixão de Cristo. Mas devido ao mal tempo, isso não ocorreu. O que fizeram? Um adiamento. Que até certo ponto, foi acertado.
Mas nem tanto.
Há muito tempo, o pessoal que trabalha na Cultura (seja na pasta ou de forma independente), em diversos setores, sabe que não existe um cuidado com as artes cênicas por parte das gestões. Nunca ocorreu, mesmo de pessoas que trabalham com teatro, uma busca por fazer isso de forma segura, na pasta. Emerson Bicudo, que já foi ator, diretor e protagonista, está em praticamente todas as versões da peça, com exceção de dois ou três anos, no máximo. Então, não seria bom trabalhar sem estar preparados para o que ocorreria caso chovesse.
Sem contar, em exigir um teatro público. E não esperar que o prédio para apresentações da Educação esteja pronto. Eu já pude notar isso. É necessário, por parte desses setores, uma pressão por parte da população.
Pois a praça, de frente a Matriz, não é coberta. E nunca antes esse adiamento ocorreu. Mesmo porque, a cidade sempre deve e tem um costume chato: qualquer evento tem que atrasar. Muitas vezes, até mais de uma hora.
Pode ser só minha chatice? Pode. Mas há uma certa razão nisso. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

O palanque político na Paixão de Cristo de 2022

Os trechos a seguir estão nas páginas dos jornais, Ouvidor e Bom Dia.
"O Deputado Rodrigo Gambale discursou na apresentação do espetáculo da Paixão de Cristo de 15 de Abril de 2022.
Ele disse que é o responsável pela indicação do evento para integrar o calendário estadual e destacou que o projeto será em breve votado na Alesp.
Em ano eleitoral, os internautas se surpreenderam, destacaram que nunca houve manifestação de políticos  na celebração da Paixão de Cristo."
"Foi o prefeito Dr. Carlos Chinchilla aproveitou a presença do público e levou o Deputado Rodrigo Gambale para discursar em plena Praça 1812.
O espaço serviu de palanque político em ano em que os brasileiros vão às urnas para eleger presidente, governador, senador e deputados.
Em 20 anos, é a primeira vez que o público assiste esse desrespeito em uma data religiosa."
Bem, não querendo ser cruel com o prefeito, mas creio que ele - como outras pessoas que já participaram da peça fizeram também - não deve prestar bem atenção nas escrituras sagradas. Em um trecho da passagem de Jesus, diante do templo, ele fala "Daí a César, o que é de César. Daí a Deus, o que é de Deus". Ou seja, não devemos misturar o mundano ao que é divino, místico e espiritual. Ou seja, na minha visão de leigo, não devemos envolver política ou economia, nos assuntos religiosos. Independente se é uma peça de teatro que trata sobre o cristianismo. Na verdade, é aí que se deve ter mais noção que isso não deveria ter sido feito.
Isso demonstra desrespeito a figura religiosa. Já é feio durante missas. Mas com um espetáculo dessa proporção, justo quando ele voltou a ocorrer. É de uma falta de tato...