Mostrando postagens com marcador O Rio Paraíba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O Rio Paraíba. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

(Espaço Aberto Guararema) Texto "O Rio Paraíba" por Luiz Paulo Alves Mazzucatti (Ludo)

Às margens do rio formoso na Guararema sem par correndo ia o menino sua aventura buscar no meio de chuvarada entre raios e trovões e em tardes ensolaradas daqueles idos verões...

Vez em quando alí se ouvia o lindo som do trinado da coleirinha faceira do sabiá encantado piando lá n´outra margem no galho do ingazeiro pendendo barranca abaixo  daquele rio altaneiro...

Se a correnteza parava o remanso era bem certo e a praia que então formava ficava cheia de insetos nas cores das borboletas no lamaçal pardacento sobressaindo nos raios daquele sol sonolento...

O rio era sempre limpo poluição alí não havia somente na grande cheia é que a catinga batia se um boi inchado  boiava afogado no aguaceiro que ao ser colhido sem sorte foi cair no espinheiro...

Jangada de bananeira era coisa que existia cipó bambú e algum jeito e  os troncos a gente unia pra festa da molecada que seguia a navegar entre as ondas barrentas das águas daquele mar...

Curimbatá ele tinha muito o dourado era bem arisco cascudo comia barro como se fosse petisco que a natureza bondosa trazia todas as tardes naquele tempo distante que me enche de saudades...

Me lembro bem do pari das travessuras que fiz como mexer  nos barcos do saudoso João Muniz do bambuzal colorido dos galhos cheios de  ninhos das folhinhas que caíam mais parecendo barquinhos...

No campo do Guararema que era encostado ao rio tinha um barranco bem alto que dava até calafrio quando eu tentava escalar em dias depois da chuva só pra pegar uns ingás no meio da capituva...


Ai que saudades que eu tenho do meu lindo Paraíba da Guararema infantil aurora da minha vida... 

...hoje os meus sonhos de menino são fragmentos de um encanto que se foi com o vento... e partiu-se em pétalas...