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domingo, 1 de setembro de 2024

Figuras notáveis: Zé do Suco

José Benedito Barbosa nascido em 4 de julho de 1942 em Santa Isabel, o carismático Zé do Suco é uma lenda viva para os isabelenses. Com seus 82 anos de vida, ele carrega consigo uma história incrível que se entrelaça com a cidade e suas tradições.
Zé do Suco começou sua jornada no mundo do trabalho aos 14 anos, quando ingressou na fábrica Lanifício, muito conhecida em Santa Isabel. Durante 15 anos, ele se dedicou à fábrica, mas, por uma ironia, o destino o levou a buscar a novos horizontes. Foi então que, inspirado por um sargento do exército que vendia suco na cidade de Aparecida, ele decidiu seguir o mesmo caminho. Com coragem e determinação, Zé do Suco comprou seu carrinho desse mesmo sargento e começou a vender suco pelas ruas de Santa Isabel.
Havia algo especial em sua abordagem: além de oferecer suco refrescante, ele também entregava doses generosas de carinho e simpatia a cada cliente.
O suco do Zé é uma receita simples, mas carregada de sabor. Ele utiliza abacaxis descascados de forma peculiar cortados de forma única e especial e água mineral. A combinação resulta em uma bebida que conquistou o paladar dos isabelenses ao longo de quatro décadas.
Zé do Suco tem sua própria rota pela cidade.  Ele parte da Praça da Bandeira e atravessa Santa Isabel, indo e voltando três vezes durante o dia. Esse percurso não apenas lhe permitiu arrecadar o suficiente para sustentar sua família, mas também fez com que tivesse tempo de trabalhar na cantina da escola Gabriela Freire Lobo durante 40 anos, isso o conectou com jovens de várias gerações, criando um laço inestimável com a comunidade que tanto ama.
Com 60 anos de casamento, Zé do Suco e sua esposa Maria Aparecida Barbosa construíram uma família sólida. Seu filho Rui Barbosa, também com 60 anos, trabalha na igreja e fez votos de sacerdote. 

sexta-feira, 23 de junho de 2023

Figuras notáveis de Santa Isabel: Severino Francisco de Souza

Mais conhecido como Severino Churrasqueiro. Ele era natural de Garanhuns, em Pernambuco. Sendo pai de 8 filhos, sendo que 6 são de Santa Isabel.
Quando chegou por aqui, trabalhou como padeiro na padaria do ex-prefeito Alvarenga. Depois disso trabalhou na Paramount por 12 anos. Porém, neste intervalo sua esposa Maria G. Souza, ficou doente, e com os gastos extras de remédios, o salário já não era suficiente.
Acontece que Severino deve a ideia de fazer e vender churrasco. Antes de hoje em dia, quando normalmente esses churrasco aparecessem mais na frente de açougues. Após ver os valores dos remédios, foi o que fez.
Comprando uma churrasqueira e comprando três quilos de carne, fiado, fez um carrinho de madeira e foi trabalhar com isso. É dito que antes que o carvão queimasse por inteiro, a carne já tinha acabado, pois tudo foi vendido.
Seu primeiro ponto foi em frente ao antigo campo do Juta (hoje, Escola Gabriela). Desde então, seu churrasco ganhou fama na cidade. Tanto que ficou conhecido por muitas regiões de São Paulo.
O churrasco foi vendido por muito tempo, do mesmo modo pelo filho de Severino, Francisco Souza Filho. Também atendia pedidos de organizações de festas, servindo além do churrasco, doces e bebidas em geral.

sábado, 25 de junho de 2022

Figuras notáveis: Nancy Freire Lobo

Uma menina que veio de São Paulo, com seus pais para Santa Isabel, sendo eles, José Raymundo Lobo e Gabriela Freire Lobo.
Estudou em colégio de freiras Salesianas, formou-se em magistério. Fez ciências contábeis. Abriu na Praça da Bandeira seu próprio escritório de contabilidade. Foi casada com Percio Araujo Dias e com ele teve três filhas.
Sua vida é marcada por uma grande preocupação com o desenvolvimento sócio-cultural de Santa Isabel. Atuante em grupos sociais locais, fundou o Grupo da Terceira Idade Nova Esperança.

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Juta: a primeira fábrica de Santa Isabel

Na década de 1930 instala-se na cidade sua primeira indústria, o que ocasionou uma leve modernidade e a transformação da pacata vila rural em um município vibrante.
Foi ele que doou o terreno para a construção de uma escola onde é agora a EE Professora Gabriela Freire Lobo. Na verdade, ali era o campinho da Fábrica de Juta.
Localizada em todo o quarteirão, onde hoje é a Galeria Central, a Fiação e Tecelagem de Juta Santa Isabel Ltda. era responsável pela fiação e tecelagem da fibra de juta para a confecção de sacos de estopa.
Os empreendedores vieram da cidade de Santos, em busca de uma mão de obra mais barata. Era afetada pela precariedade da energia elétrica, pela enchente e falta de chuva. 
A vinda da fábrica muda drasticamente a vida da cidade, trazendo o progresso para as famílias e comerciantes locais.
A firma tinha o nome de F. de Maggi Fábrica de Tecidos Santa Izabel e o gerente era o senhor Antônio Gonçalves de Mello. 
Os proprietários sucessivamente foram: senhor Ítalo Tellera, Manoel da Costa e o senhor Francisco Pereira de Souza. E por último assume a direção o senhor Guilherme Alfieri e seu escritório ficava em São Paulo. 
Nos anos 30,40 e 50 a tradição da fabrica era o apito de sua sirene no dia 31 de dezembro de cada ano. 
Em 15 de outubro de 1944, construído pelos próprios operários é fundado o Juta Esporte Clube, com seu grande campo (localizado onde hoje é a Escola Gabriela Freire Lobo) e o seu salão social onde acontecia os eventos e bailes, como o de carnaval. O clube teve como primeiro presidente o diretor da fábrica, Fernando Lopes (que hoje dá o nome a praça onde justamente era localizada a indústria).
A Fabrica contava com um escritório local onde trabalhava o senhor Manoel Fratini que se mudando para São Paulo foi substituído pelo senhor Joao Pio Ferraz. 
Nos anos 40 vieram mecânicos de São Paulo e um destes marca presença na cidade, o senhor Benedito Joaquim Pires, que ficou conhecido como Ditinho da Fiação. 
Incidentes aconteciam e um incêndio ocorreu à noite na seção da fiação e foi anunciado por uma pessoa que passou na rua e avisou o porteiro. Então o fogo foi controlado. 
A fabrica se interessava na instrução de seus operários e cede uma sala para que os professores da rede oficial dessem aulas aos operários que vinham da cidade e de Mogi das Cruzes. Também doa um terreno para a construção da Santa Casa. 
Em 1962 há uma greve de operários pelo atraso de pagamento de salário. 
A Grande Enchente de 1965 e o desenvolvimento tecnológico que colocou no mercado uma fibra sintética mais barata fizeram que no dia 28 de julho de 1967, a fábrica fechasse suas portas.

MELO, Luiz Claúdio. A Vila de Santa Izabel.14 de Janeiro de 2019.

sábado, 7 de abril de 2018

Quando a história nos é negada

A história da cidade quase sempre esta ligada com instituições. Sejam de saúde, políticas, religiosas, sociais ou de segurança. Isso também serve para algumas que são educacionais. Quando comecei as pesquisas para o blog uma das minhas primeiras ideias seria contatar as escolas. Contudo, nem sempre foi fácil. Ainda assim, meus planos deram certo... Até agora.
Ao entrar em contato com a escola Gabriela Freire Lobo, depois de umas três tentativas, consegui falar com coordenadora. O que descobri com ela? Bem, eles não possuem nem a história de sua homenageada! Como uma instituição de ensino não tem nada falando sobre a pessoa que dá nome ao lugar? Isso é horrível! Segundo ela, desde uns 10 anos, até agora, eles não tem papéis sobre o assunto. Ao que parece ninguém correu atrás disso ali.
Nota-se assim que não se possuí apreço pela história da cidade. Uma instituição de ensino deve ser a primeira a incentivar alunos a saber sobre sua fundação. Nem sempre isso acontece. Ao menos tentar é necessário.