Excelente nadador, colocou a própria vida em risco para ajudar no resgate de famílias que ficaram ilhadas durante a grande enchente que atingiu Santa Isabel em 1965.
Muito antes de existir patrocínio, o primeiro jogo de camisas da equipe de garotos que ele formou foi conquistado de um jeito curioso: juntando embalagens de margarina, que podiam ser trocadas por material esportivo.
Pouca gente sabe, mas era apaixonado por boxe e chegou a disputar algumas lutas quando era mais jovem.
Quando ainda era operário, sofreu um acidente e precisou ficar internado por um período. Foi justamente no hospital que se encantou pela profissão de enfermeiro e, por pouco, não seguiu esse caminho.
Numa época em que o cinema era o principal programa das famílias isabelenses, começou como operador de projeção e chegou ao cargo de gerente, trabalhando por 18 anos no cine teatro Yara.
Apaixonado pela sétima arte, guardava como relíquias pequenos trechos das películas. Eram frames cuidadosamente recortados dos rolos, formando uma coleção única e cheia de histórias.
Além de tantas outras atividades, foi presidente do Lanifício Esporte Clube durante a década de 1980 e inaugurou o salão social, deixando sua marca também no esporte e na vida social da cidade.
O Parque Municipal, próximo à UPA, recebeu o nome de Manoel Rodrigues de Paula, em homenagem ao legado que construiu ao longo da vida.
Além do esporte, também marcou presença no carnaval isabelense como puxador da tradicional escola de samba Reco-Reco Bico de Pato, mostrando seu carisma e paixão pela cultura popular.
Invadiu o gramado no fim do jejum do Corinthians. No histórico título paulista de 1977, quando milhares de torcedores tomaram o gramado após o fim de um jejum de quase 23 anos, ele estava lá. Fez questão de arrancar um pequeno tufo de grama do Morumbi, trouxe para Santa Isabel e plantou no jardim de casa como lembrança daquele dia inesquecível.
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