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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

(Espaço Aberto Igaratá) O Lar São Vicente de Paulo fecha suas portas

O Lar São Vicente de Paulo, situado no Centro da Cidade, encerrou oficialmente suas atividades nesta sexta-feira (17 de Setembro de 2021), após décadas de atuação no município. Um comunicado assinado pela Presidente da Instituição, Joana Aparecida Ferreira, foi encaminhado à administração municipal, confirmando a decisão ratificada pelo Conselho Metropolitano de São José dos Campos.
No final do mês passado, a Prefeitura foi surpreendida por um comunicado acerca do possível encerramento das atividades da Instituição, que funciona próximo à Igreja Matriz Nossa Senhora do Patrocínio e atendia 12 idosos, sendo dois deles do município.
De acordo com Joana, a entidade buscou todas as alternativas possíveis para custear suas despesas ordinárias, e ao não ter obtido êxito, decidiu encerrar as atividades. Entre as dificuldades relatadas estão questões financeiras, administrativas e de recursos humanos.
O Lar São Vicente foi instalado na Cidade Velha, em 1919, com o nome de Vila de São Vicente. Com a construção da Represa do Jaguari e a mudança da sede do município, a entidade recebeu a doação de uma área da CESP para a implantação da unidade, nos anos 1970.
A comunidade local e a própria Prefeitura sempre auxiliaram no desenvolvimento dos seus trabalhos, dentro dos limites da legislação. Entretanto, com o agravamento da situação, a instituição resolveu fechar as portas, mantendo, porém, o trabalho de assistência espiritual e material aos idosos locais pertencentes às famílias mais vulneráveis, por meio do Conselho Particular da Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP).
A Prefeitura cedia à Instituição, por exemplo, equipamentos de proteção individual (EPI’s), resultados de campanhas de arrecadação de alimentos, repasses financeiros e respectivo acompanhamento das atividades prestadas, disponibilização (em caráter precário e eventual) de material humano: médico clínico geral, fisioterapeuta, educador físico, nutricionista e estagiária de nutrição e ajudantes de cozinha e de limpeza, entre outros. Os internos do Lar também pagam uma contribuição mensal, além das doações feitas por voluntários.