domingo, 1 de agosto de 2021

Entrevista com o Major Francisco José Mineiro

Major da Reserva de Primeira Classe, nascido em 1922, foi comandante do Grupo de Combate nas operações na Itália em 1944 e 1945. Por ferimento em ação, em Montese, foi afastado dos combates na Segunda Guerra Mundial. Possuía a Cruz de Combate (ato de bravura), Medalha de Sangue no Brasil (ferimento em ação), Medalha de Campanha, Medalha de Guerra, Medalha Militar com Passadeira de Prata. Casado com dona Odette Amancio Mineiro, tinha oito filhos.
Essas são suas palavras para a revista Santa Isabel 73':
"É inegável que Santa Isabel se encontra, de uns cinco anos para cá, sob o impacto daquele mesmo desenvolvimento que se destina a colocar o Brasil no posto que lhe compete no concerto das nações.
Quanto a nossa Cidade, dentro de dez anos, deverá estar se equiparando às boas cidade industriais brasileiras, já perfeitamente integrada no progresso.

Por isso é urgente que os poderes públicos municipais atentem para a necessidade do planejamento e da execução de obras de infra-estrutura principalmente nos arredores da Cidade. É urgente também a construção de um Centro Esportivo e de um Centro Comunitário e de Lazer. É preciso também, já se promover estudos tendo em vista a ampliação da capacidade da estação de tratamento de água potável, bem como a mudança para local mais apropriado da estação coletora de esgotos que, devidamente modernizada poderá trata e aproveitar os resíduos.

Também merece atenção o serviço de coleta domiciliar de lixo, para que dentro de algum tempo, com o aumento sempre crescente da população, não se torne foco de poluição como já está acontecendo em muitas cidades brasileiras."

Citou ainda o entrevistado, o saneamento de nossos ribeirões, lembrou a zona rural e suas estradas, "pois a agricultura é e será ainda, por muito tempo, importante fator de progresso para o Município. Não se esqueceu de reinvidicar melhorias e ampliações para a Santa Casa e a instalação de um estabelecimento de ensino superior, pelo menos de nível técnico, em nossa Cidade.

O texto em itálico é como estava o texto na revista, sem tirar nem por.
Esse progresso citado pela entrevista pode ser o chamado "Milagre Econômico". 
No período da entrevista, o Brasil teve, durante cinco anos, o maior superávit do PIB em sua história. No entanto, as consequências desse projeto foram devastadoras. 
O crescimento anual médio do PIB do país, a partir de 1968, foi de 10%, índice nunca antes atingido. Ao mesmo tempo, índices como endividamento e inadimplência também aumentaram, acompanhando o bizarro crescimento do crédito a setor privado, que subiu aproximadamente 340%. Todo esse processo não ocorreu sem graves consequências sociais: houve o claro aumento na estatística do analfabetismo, da mortalidade infantil, da desnutrição e outros fatores socioeconômicos.
Poucos sabiam disso no período.

ENTREVISTA com o Major Francisco José Mineiro. Revista 73'. Santa Isabel. p. 56.

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Texto da revista Santa Isabel 73' em "Homenagem ao Clube Isabelense de Arte Fotográfica FOTOGRAFIA:- ARTE

"                                                                                                                              Raul Elteberg _ FCCB.
Hon. Efiap, ARPS. 
Hon. BSC., FNPAS, PSA*** 
Foto O Temporal de Francisco Sanches Baptista
A maior das satisfações do homem é ver realizado um desejo. O anseio de perfeição e superação que nos anima a buscar um caminho novo, é uma das bases onde se assenta nossa personalidade. Um homem pode sentir-se realizado de inúmeras maneiras, e o conselho mais antigo que conhecemos diz que para a vida ter finalidade é necessário termos um filho, plantarmos uma árvore e escrevermos um livro. O que quer dizer que o homem busca em sua existência a continuidade através de um correlacionamento com a transmissão da vida materializada na continuação de seu ser e na produção de seres vivos vegetais, mas também na fabricação de elementos que irão servir de apoio ao espírito, à alma e à mente, que são os detalhes que nos distinguem dos animais inferiores.
Ter um filho, é ver-se continuado.
Plantar uma árvore, é dar sequência à vida.
Escrever um livro, é alimentar a mente.

Através destes três modos o homem tenta se perpetuar e ser lembrado pelos que o sucederão.

Mas, não é somente escrever que alimenta o espírito. Se a transmissão de conhecimentos, de cultura e civilização se faz pela palavra, não somente falada, mas também impressa, outros meios existem para a continuidade de uma maneira de ver. 

A arte de um modo geral, é a sublimação da ânsia de perfeição e de transmissão, que empurra a humanidade para a frente.

As artes dinâmicas, como o teatro, a poesia e a dança, representam um entrosamento com a realidade quotidiana de um modo vivo e ativo.

O cinema é o filho mais novo deste tipo de arte.

As artes estáticas, como a escultura, a arquitetura e a pintura, representam, dentro do nosso padrão, a perpetuação de um momento acontecido, porém imaginário, pois nada na natureza é fixo.

A fotografia é a filha mais moça deste tipo de produção artística.

Produto final de um progresso contínuo, a fotografia, que é resultado de uma materialização físico-química da luz, é capaz de, tão bem como qualquer das outras categorias artísticas mais antigas, nos transmitir mensagens de amor, ódio, paz e indiferença, como suas irmãs mais velhas.

Foto Cecilia do Dr. Jurandir Barbosa Lima
Se a perpetuação de uma mensagem através da palavra pode emocionar, uma imagem poderá dizer o mesmo que mil palavras. A dificuldade maior reside não só na transmissão desta mensagem, como também do modo como ela se verifica. Não basta simplesmente realizar todos os passos técnicos para obtermos uma imagem fotográfica com conotações artísticas. O que faz realmente compreendida a mensagem, seja ela objetiva ou subjetiva, espiritual ou estética, é a presença do autor atrás do visor, da mente sobrepondo-se ao assunto, do olho observando a lente.

A transformação do mundo se faz da maneira de ver de cada um. De cada personalidade resulta uma obra. De cada época forma-se uma cultura padrão. O homem se continua na projeção de seus feitos.

As imagens por um fotógrafo não serão simplesmente o registro de um fato, de uma situação, se a personalidade do autor for capaz de transformar a realidade existente sob seu ponto de vista individual. Basta uma mudança de posição e de ângulo, para que um simples documentário se transforme em uma obra que poderá dar aos que a vêem, oportunidade de alargar seu espírito. Basta dominar a máquina para engrandecer o homem.

A máquina é um meio, a fotografia um dos caminhos, a divulgação uma necessidade de comunicação e de transmissão, mas a finalidade definitiva é a perpetuação, o futuro, à Humanidade."

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Fernanda Lima: a fotografa de diversos talentos


Aqui eu deixo a própria artista se apresentar com esse texto. Aproveitem.

"Meu nome é Fernanda, costumam me chamar de Fernanda Lima. Sou mãe de 3 diamantes raros, o Renato, a Lavínia e a Lorena. Sou esposa do Roberto, décima filha da dona Rosalina e seu Francisco. Nasci em Santa Isabel, uma cidade linda.   

Antes de “estar” fotógrafa (e digo estar, porque acredito que a vida é movimento e tenho habilidades para outras coisas também) eu fui locutora. Na verdade, essa foi a primeira profissão que tive na vida, foi o amor que conheci, assim que comecei a viver. Desde pequena eu falava com o Eli Corrêa pelo fio do rádio relógio, da minha mãe. Foi este mundo do rádio, que me levou a ser quem sou e também chegar onde cheguei. 

Não posso falar da minha trajetória, sem citar um cara que foi e é muito importante para mim, Vicente Orrico! Eu digo que ele é o meu pai do rádio. Aos 11 anos de idade tive a oportunidade de ter meu primeiro trabalho, e foi ele quem me encontrou e disse que eu teria futuro neste meio. Por uns momentos eu até acreditei nisso (rsrs). Foi ele também quem me deu este nome artístico, pois eu tinha um terceiro nome, mas segundo ele o “Lima” soaria melhor. 

Tive acesso ao mundo artístico e a muitas personalidades.  Entrevistei muitas delas também, e com o rádio aprendi a me comunicar melhor. Tenho isso também de meu pai, o Sr. Francisco, que era o grande responsável para gritar ao mundo que a filhinha dele era a “Fernandinha Lima”. Hoje não o tenho mais, porém esse meu jeito de querer resolver o mundo é algo que trago dele. A minha mãe eu trouxe a força e a persistência, ela é a mulher mais forte que já conheci, e também sei que a dou muito orgulho. 

Saí da escola sem muita ideia do que seria da minha vida, eu não teria condições alguma de fazer faculdade, mas eu queria! Minha irmã, quase mãe Ivânia, mesmo morando longe, me ligou como de costume, e notou uma certa tristeza na minha voz. Falei a ela sobre essa vontade de estudar. "Mana vai e faz. A gente dá um jeito". O primeiro mês ela me ajudou. Neste mesmo ano, seis meses depois, foi lançado o programa “Escola da família” e eu fui uma das primeiras a ser contemplada e, apesar de ser uma “Bolsa de Estudos”, eu trabalhava e muito. Trabalhava nos finais de semana e, durante a semana também tínhamos encontros na escola, além é claro, de ter que trabalhar em outra função para me sustentar. A noite ia para a faculdade. Eu tinha uma amiga, uma irmã na verdade, Andréia Silva (infelizmente não a tenho mais aqui) que me ajudou muito. Pois, muitas das vezes eu  não conseguia acompanhar as aulas, dormia, e às vezes não tinha tempo de comer. Estava “sumindo”.  

Neste mesmo período eu fazia um estágio na Metropolitana de Suzano, onde aprendi muita coisa, mas não pude continuar, pois os horários ficaram apertados e eu realmente não iria aguentar. Optei então, por continuar na faculdade e deixei para trás a realização de um sonho. Minha amiga Andreia, com toda a paciência que Deus lhe deu, me ensinava, fazia trabalhos comigo. Inclusive até um estágio na rádio fizemos, para que eu não perdesse as oportunidades, pois dentro do cronograma de 3 trabalhos não sobraria tempo para estágio. Ela se sacrificava para estar ali comigo, fazendo isso. Foi neste período que conheci o amor da minha vida.... Numa entrevista na rádio. Daquele dia em diante a minha vida mudaria. 

Em 2006 fiz um curso de Cerimonial e Organização de Eventos. De início eu ainda não sabia o que fazer com esta função, mas dois anos depois fiz o primeiro casamento da minha vida, acompanhada de Celso Ricardo, que também é um grande profissional da voz. O mundo das festas e eventos começaram a fazer parte da minha vida. 

Minha ideia sempre foi fazer Jornalismo e seguir neste meio, porém não foi possível por questões financeiras. Depois de um tempo me tornei Jornalista, e neste mundo conheci a fotografia. Foi amor à primeira vista! Na verdade, eu já era fotógrafa e não sabia. Nas festas em casa e com os amigos, era eu quem tirava as fotos, e “cá entre nós ninguém tirava foto melhor do que a Fernanda aqui”. Era horrível quando alguém me fotografava, nunca saía boa a foto. Eu fotografei com câmera manual, aquela de filme que você tinha que esperar 15 dias para ver as fotos. E pasmem, queimavam poucas fotos hein rs. 

Foi no ano de 2012 que ganhei a minha primeira câmera profissional, era apenas para brincar de fazer fotos em casa. Eu tinha feito um pequeno curso dentro da área jornalística, mas mesmo assim não passava pela minha cabeça ser fotógrafa profissional. 

Surgiram os primeiros ensaios, de amigos, depois de parentes, e assim por diante. Surgiu o primeiro casamento. Eu amei fazer ensaios, mas quando fiz o primeiro casamento, foi outro amor à primeira vista! Era aquilo que eu queria fazer. 

Mas desde sempre, nunca curti muito aquele negócio de fotos posadas, aquela coisa chapada, não! Eu gostava de captar o momento, o choro, o riso. Aí fui descobrindo que este estilo era o fotojornalismo, e era este então, que eu queria levar para a minha vida. 

Nunca parei de estudar fotografia, todos os meses algo novo surge. Estudei com Everton Rosa, com o qual aprendi a “street weedding” e me apaixonei mais ainda, afinal além de fotógrafa eu era Celebrante, e este estilo era exatamente a ligação dos dois ramos. O street weedding é um estilo de casamento de rua, onde são apenas os noivos num local diferente. É algo para um artigo inteiro só disso, se quiserem saber mais podem me chamar, que esclareço melhor. 

Fiz vários outros cursos de fotografia, e ainda os faço. O fotógrafo bom é aquele que entende que nunca sabe tudo, ele sempre está em busca de algo novo, porque a fotografia é a luz em movimento, todos os dias algo novo acontece e você precisa estar ligado nisso. 

Eu me baseio em fotografias estrangeiras, mas também curto muitos fotógrafos brasileiros. 

Todos os casamentos que fiz são especiais, não tem o melhor entre eles, mas tem alguns que marcaram a minha vida, mas para não gerar ciúme eu prefiro não comentar, ok? Porém um recente, o qual me chamou bastante a atenção, foi o casamento de um Sargento. Logo ao final da cerimônia, um Policial Militar se dirigiu até o altar. E muito rapidamente captei, aquele cumprimento que fazem, eu peguei bem na hora. Estávamos nos preparando para sair e de repente aconteceu. Se eu tivesse pensado um segundo, ou olhado para o lado, teria perdido o click. Isso é fotojornalismo!  

Um outro casamento que também foi diferente, aconteceu na Igreja Nossa Senhora Aparecida, aqui em Santa Isabel. A entrada da criança, com a aliança é algo que a gente precisa estar muito atento, mas a criança em questão não quis entrar. A irmã mais velha a pegou no colo e plenamente calma, entrou com ela no colo. Foi um dos registros mais lindos e singelos que já fiz. 

Eu sempre brinco que tiro foto em 360 graus. Enquanto os noivos se casam, já olhei para os lados e peguei a mãe chorando, com o buquê da filha no colo. No casamento é tudo muito dinâmico, e o fotógrafo precisa estar ligado em tudo, olhando tudo a sua volta, porque o casamento não acontece só ali no altar, ele está acontecendo com tudo o que está a nossa volta, e tudo merece ser eternizado. 

Depois de um tempo fiz um curso especial de ensaio sensual e nú. Entre os professores estava JR Duran, o fotógrafo chefe da Play Boy. Aprendi muita coisa! Ele possui um conhecimento impar e muito admirável. Hoje em dia vemos muita gente fazendo este tipo de ensaio, mas é extremamente importante saber conduzir um ensaio deste. Ter discrição, calma, saber conduzir a modelo no seu melhor ângulo, para que a edição em programas seja a menor necessária. O sensual diferente do que as pessoas pensam, não é um ensaio sem roupa! A sensualidade está no olhar, no modo de sentar, na posição das mãos e até mesmo na maneira de segurar um copo. Existe um tabu em torno de fazer ou não este tipo de foto, achando que é necessário tirar a roupa. Claro que faço estes também, vai de cada estilo, porém os sensuais mais lindos que já fiz, as modelos estavam completamente vestidas. Nós mulheres merecemos, precisamos e na verdade devemos ter um momento deste. Eu sempre faço minhas fotos, eu gosto! Faz bem. Após o ensaio eu me sinto tão poderosa, que dá vontade de mudar o mundo. E é exatamente essa a sensação, que minhas clientes maravilhosas dizem que sentem, após o resultado do ensaio. Na verdade, logo que acaba, sem antes ter visto o resultado final, elas já me mandam mensagens dizendo como estão se sentindo bem.  

O que posso dizer a vocês é que a vida é fácil sim, depende do ponto de vista e do ângulo que você observa. Se você ainda não chegou onde quer ou onde precisa, é porque ainda não entendeu que merece isso. Quando entendemos o que merecemos, nós passamos a possuir aquilo. E também não tenha medo de mudar, quando algo não vai para a frente, não estamos plantados, somos seres vivos, em movimento, então mexam-se! 

Tive e as vezes ainda tenho sim, muitas pedras no meu caminho, mas eu sempre as vejo como objeto de decoração, da longa jornada que estou fazendo. 

Obrigada Eduardo, pela oportunidade de mostrar um pouco do que sou, de quem sou!" 



domingo, 25 de julho de 2021

O livro A Vila de Santa Izabel por Luiz Cláudio Melo

Assim como alguns outros, existem pessoas que pesquisaram sobre a história de Santa Isabel de um modo bem superficial. O que não significa que eles não tenham dados preciosos que podem ser usados para contar um registro sobre o município. É o que acontece com A Vila de Santa Izabel.
O título desse jeito faz referência a como era chamada Santa Isabel, na época após sua fundação. Luiz Claúdio Melo queria contextualizar isso de uma forma textual.
Para isso ele contou com a ajuda do padre João Batista Moura, então encarregado da Paróquia de Santa Isabel, que lhe deixou ler os escritos do Livro do Tombo da Paróquia e lhe cedeu seu escritório para o ler registrar. Além de ter o auxílio das funcionárias administrativas da Câmara Municipal, que lhe deixaram livremente ler as atas, desde o Império até o século XX. E com autorização do vereador Clóvis Vieira Porto.
O problema é que além do livro não estar bem estruturado (ele está apenas em arquivo de Word, para download, não possuindo cuidado com tamanho de letras e erros de gramática), algumas outras fontes são pouco confiáveis: nota-se que no final ele usou a Wikipédia para colocar os dados geográficos, pois até as letras combinam com a "enciclopédia virtual".
Ainda assim, há alguns fatos curiosos que são importantes de ser citados. Como figuras "folclóricas", Chico da Marvina.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Pâmela Albuquerque: música que encanta a alma


A primeira coisa que farei aqui é um pedido de desculpas para Pâmela. Pois eu perdi o primeiro texto que ela me enviou para postar sobre seu trabalho, já faz alguns anos. Eu sempre tive problemas com relação a arquivos pois não mexia muito com OneDrive (que foi uma grande falha) e meu computadores sempre davam algum problema (como último que queimou tudo, menos a placa mãe). E por conta disso, as respostas dessa segunda vez podem parecer desanimadas. Mas a compreendo.
A valorização dos artistas na cidade nunca ocorreu da forma correta, mesmo quando surgiram a Secretária de Cultura, o Conselho de Cultura e o Centro de Memória Visual Chico Fotógrafo. É mais provável que amigos, artistas e alunos desses artistas valorizem mais o trabalho, do que a prefeitura em todas as gestões. Então, especialmente agora, devo corrigir isso colocando esse pedido de desculpas e valorizando seu trabalho.

Na família de Pâmela Albuquerque tem alguns músicos e quando criança começou a estudar piano (6 anos) com sua tia que é maestrina
Ela não tem uma influência artística precisa. Sempre amou artes e a música era o único momento em que podia ser ela de verdade
Começou aos 14 anos em São Paulo, onde morava antigamente.
Auxiliava sua tia com os alunos que estavam começando no caso apenas pianos e teclado
Entrou para dar aulas na Prefeitura de Santa Isabel aos 15 anos CiEE e tem formação pelo Em&t.
Entre os eventos que participou foram muitos mesmo. Ela perderia conta. Em Santa isabel, participou da Paixão de Cristo, cantou em alguns grupos, big band, gravou cd (como o projeto Fábrica de Sonhos), em projetos (como Canta Massa).
Se ela pontuasse tudo. A lista ficaria extensa
Ela sabe tocar piano, teclado e canta (técnico). Apesar da faculdade de música não terminada, é uma prova de determinação.
No momento ela não está em nenhum projeto.
Segundo ela, a "arte pode lhe trazer ao mundo da fantasia, pode gerar sustento, forca e autonomia.
A música salva, alegra e contribui para a saúde e cultura. Porém se você mora numa cidade como Santa Isabel... Não seja artista.
Esta cidade tem a capacidade de matar qualquer artista e projeto cultural. Pois só veem como cultura o que desejam ver
Foram  mais de 17 anos trabalhando nesta cidade e percebo que a cada ano fica impossível viver daquilo que sonhávamos quando pequeno.
É injusto e nos fazem perder a dignidade do trabalho nos oferecendo o mínimo... Pois o artista não faz nada. 
Sinto-me oprimida nesta cidade. Definitivamente cansei.
Sou apenas mais uma que eles matam no ninho."
E eu assino embaixo no que ela diz aqui. Pois já compreendi a triste visão da prefeitura sobre a arte em Santa Isabel.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Entrevista de José Raymundo Lobo para a revista Santa Isabel 73'

A própria revista fala sobre o que ele fez, mas reitero: exerceu os cargos de secretário da prefeitura, ajudante habilitado do cartório do segundo ofício, escrivão de polícia, assumiu o cargo de prefeito em 3 de Outubro de 1951.
Ele se expressou assim sobre a cidade:
"A nossa Cidade, se assim me permitem dizer, desde a inauguração da Via Dutra, a grande artéria que liga as maiores capitais do País, vem dia a dia adquirindo ares de importância com um movimento comercial e industrial e, aliás, cultural, que bem diz de seu progresso.

Pelo andar do adiantamento cultural da mocidade que ai está, e ilustrando nos centros vizinhos, pelo desenvolvimento industrial e comercial com empreendimentos vultosos na Cidade, é de se prever para muito breve, mesmo antes de 10 anos, uma Santa Isabel a altura dos nossos anseios, não obstante o acidentado de seu solo.

Santa Isabel, a meu ver já está integrada no progresso Agora, o que é necessário, é não parar. Avançar cada vez mais, cabendo aos poderes públicos a observância das prementes necessidades de mais urgência, que o progresso exige."

Sobre a revista Santa Isabel 73' disse

"Uma Revista, assim, dessa ordem, sem dúvida alguma servirá de veículo informativo não só para nós, como também e principalmente para a posteridade".

domingo, 18 de julho de 2021

Boi Nobre: um empreendimento de verdadeira qualidade em Santa Isabel

Empreendimentos muitas vezes fazem parte da história da cidade. E quando falamos de um que possuí extrema qualidade, esse é o Boi Nobre.
Localizado na Avenida Manoel Ferraz de Campos Sales, 667, é difícil não notar a fila que é feita para obter suas carnes.
Depois de aprender o ofício de açougueiro, Cido o dono, batalhou para ter seu próprio negócio e se tornar referência na cidade. Ele trabalhou mais de 30 anos em uma empresa onde seu chefe na época, lhe ensinou muito de administração. E para isso, vendeu uma propriedade e comprou uma loja que era bem pequena ainda. 
Além de tudo que já estamos acostumados (carnes bovinas, suínas, entre outras) há uma grande variedade de cortes especiais do tradicional. 
Cido ama tanto seu trabalho, que ele é responsável pelos cortes até hoje. Separando cada parte como se fosse uma terapia. E sua equipe está sempre se atualizando e inovando, seja com novos corte ou temperos, por exemplo.
Geraldo Aparecido da Silva, o Cido do Boi Nobre está nesse seguimento comercial de carnes há mais de 40 anos. Sendo que ele o faz desde de adolescente. 

ENTREVISTA com "Cido do Boi Nobre". Revista Inovar. Santa Isabel. Julho de 2021. p. 16.