sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Quando o Popó foi notícia por estar morando em um túmulo

Conheço esse camarada em especial dos shows em Santa Isabel. As vezes com porrete, as vezes com uma boina. Acho que um dia ele ainda vai virar lenda da cidade. Esse texto é uma reportagem de um portal de notícias sobre o Popó.

"Fábio Beraldo Rigol, de 47 anos, mora – e divide espaço com um cadáver – em um túmulo do cemitério de Brotas, bairro de Santa Isabel (SP). Não mora ali porque cultiva um gosto duvidoso ou qualquer coisa do gênero. Virou andarilho por causa do uso de drogas e achou, no túmulo de um amigo, um abrigo contra o frio e a chuva, quando os dias de vivência na rua se tornam mais sofridos.
Sua estrutura física dá indícios da alimentação irregular. É magro, alto, calvo, repleto de tatuagens – entre elas uma teia de aranha no pescoço e o apelido “Popó” entre os dedos da mão esquerda – sem falar na barba relativamente grande. Usa roupas sujas (de terra, a propósito), surradas e que foram doadas por alguma “alma boa e generosa”, como descreve. Caminha pelos morros do cemitério com a ajuda de um pedaço de madeira, que encontrou ali mesmo, no chão. E mesmo sem pegar em um livro ou manter conversas que durem mais de 10 minutos com uma pessoa viva há anos, fala o Português de maneira impecável. Herança do que aprendeu em sala de aula, na 7º série, quando se formou e dos dizeres rebuscados dos  processos que acompanhava enquanto era despachante.
Popó, como é conhecido, mora em um túmulo em Santa Isabel há 13 anos (Foto: Jamile Santana/G1)
E apesar de todas as características peculiares, Popó é praticamente um fantasma. Mora na pacata cidade de Santa Isabel, que tem 50.453 habitantes, fica a 57 quilômetros da Capital e possui 11.955 domicílios, segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O que os dados não mostram é que um habitante mora numa residência nada convencional para alguém vivo: um túmulo. Mas Fábio Beraldo Rigol, está vivo.
A vida na rua começou com uma briga de família. “Nasci em Santa Isabel, tenho família na cidade. Eu era despachante, tinha um escritório que faliu. Comecei a usar drogas e fui expulso de casa, ai fiquei perambulando pelas ruas, até chegar aqui.”
Parece ironia, mas, Popó encontrou na casa dos mortos, uma forma de manter-se vivo. “Já estava de noite, chovendo muito. Lembro de pouca coisa, mas quando acordei, já estava aqui”. Escolheu um túmulo grande. Tem espaço para seis sepultamentos, mas só uma das prateleiras foi usada. Um amigo de Popó está enterrado no local há mais de dez anos. “Pedi permissão para entrar, afinal, ninguém invade a casa do outro assim”. E o morador do cemitério fala um ditado popular com conhecimento de causa: “Não tenho medo dos mortos, só dos vivos”, afirma. O homem disse nunca ter visto um fantasma e confessou que se sente um pouco solitário, apesar de ser avesso à conduta sociável.
Não passa o dia todo no cemitério. Nem mesmo os espíritos mais calmos aguentariam tamanho silêncio, ele diz. “Durante o dia saio, vou até o centro da cidade conseguir comida. Só em dias de muita chuva que fico recolhido. Sempre alguém me doa algo, Deus não deixa ninguém morrer de fome”, considera.  Toma banho em abrigos, ganha roupas, comida e vai tocando. “Às vezes saio para usar droga, ainda sou viciado. Mas uso lá fora, dentro de casa não. Eu sei que é errado, mas estou vivo né? (sic). Acho que posso pecar”, considera.
E o homem que conhece o cemitério como a palma da mão, já testemunhou vários conhecidos sendo enterrados. “Não gosto de ver. Prefiro lembrar das pessoas que gosto vivas e felizes”, diz Popó.
Outra ironia: o homem que não se importa em dormir dividindo um espaço escuro e sombrio com um cadáver, não pode ver sangue que desmaia. “Passo mal mesmo. Outro dia eu tive que ir até o hospital, fiquei internado três dias e, nossa, não aguentava ver nem um pingo de sangue que saía da agulha”, comentou.
E apesar de ter chegado na frente no repouso final de todo ser humano, Popó não pretende permanecer no local até a sua hora. “Quero sair daqui com vida. Quero ter uma casinha, nem que for um quarto com banheiro. Quero voltar a trabalhar se tiver chance. A vida ainda não acabou”, planeja."

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Badaroska

Vou aproveitar aqui e escrever sobre dois trabalhos de Iuri Rodrigues enquanto estava em Santa Isabel: Badaroska e Fragmentos de Maria. Ele também dirigiu por dois anos A Paixão de Cristo.
Comecemos por Badaroska
Originalmente Badaroska é um seriado de comédia ao estilo sitcom para internet, ou seja, uma websérie de gênero comédia. A websérie conta a história do dia a dia de seis jovens: Augusto, Pedro, Júnior, Abgail, Júlia e Kevin, moradores de uma república de estudantes que leva o nome do título da websérie. Badaroska é considerada a pior república da região, única e principalmente por causa de seus moradores. A república é famosa por agregar apenas aqueles que já não tem mais para onde ir, e assim acaba por reunir os mais variados tipos de pessoas, desde burgueses falidos à homossexuais esnobes. A seleção de moradores é bem variada e é justamente essa contradição de valores e o choque de culturas que, juntamente com os problemas da vida universitária, levam os jovens moradores à situações irreverentes e estranhas. A websérie mostra que o bom humor e a expertise do brasileiro podem superar os desafios e as dificuldades da vida moderna.
A peça Badaroska foi exibida no auditório do Centro Cultural em 2014, dirigida por Iuri Rodrigues e feito pelo Grupo Teatral Manceira de teatro.
Pedro traz uma boneca inflável para Badaroska (Roxele), o que desagrada alguns moradores, principalmente a fervorosa Abgail. Enquanto isso, a falta de uma rede de internet na casa aflige Kevin e Júnior, que firmam um acordo com Augusto, para que, se encontrassem uma pessoa para morar na república, Augusto colocaria internet para todos. 

Clipe Imenso Paradoxo de Klarol


Klarol
Música: Imenso paraoxo
Estúdio: WONPAI ART CENTRÊ 
Direção: Gabriel Benedetti, Jorge Raul, Rodrigo Magalhães 
Autor: Jorge Raul

Acordei num labirinto
Andei e tudo era igual
no mesmo lugar

Lembrei da minha outra metade
E vesti a força sobre mim
E saí

E nesse mundo de pessoas plásticas
Nos perdemos na ilusão
De tentar enganar a solidão

Corra não olhe para trás
Já perdemos tempo demais
Fuja comigo
Vamos ver o dia amanhecer


Clareou a linda cidade
E aqui podemos nos despir
Do medo e da dor

Sonhei com lindos lugares
Viajei te trouxe até aqui
Pra perto de mim


E nesse mundo de pessoas plásticas
Nos perdemos na ilusão
De tentar enganar o coração

Corra não olhe para trás
Já perdemos tempo demais
Fuja comigo vamos ver o dia amanhecer

Corra não olhe para trás
Já perdemos tempo demais
Fuja comigo
vamos ver o dia amanhecer
Vamos ver o dia amanhecer
Vamos ver o dia amanhecer

Corra não olhe para trás
Já perdemos tempo demais
Fuja comigo vamos ver o dia amanhecer

Corra não olhe para trás
Já perdemos tempo demais
Fuja comigo
vamos ver o dia amanhecer
Vamos ver o dia amanhecer
Vamos ver o dia amanhecer

domingo, 1 de dezembro de 2019

Freak Tattoo: tatuagens e ilustrações


Mais um estúdio que surgiu aqui na cidade. E é de ilustração e tatoo. Acompanhem:
Com desenho, o Giovani, já esta no secto ano e tattoo é algo mais recente. Um mês e meio, pois ele optou em se especializar em vários estilos de desenhos e aprender a desenhar bem antes de pensar em pegar em uma máquina.
Ele sempre procura fazer todos os estilos, para não estacionar em um só, faço desde cartoon, mangá, realismo, desenho para tatuagem mesmo e assim vai, pois ele gosta de fazer essas misturas de estilos com o desenho para tatuagem. Um exemplo fazer uma ilustracão de mangá ou cartoon por exemplo com elementos de uma tattoo.
Teve aulas de desenho com o Cidão durante 2 anos, e depois iniciou um curso em Arujá de desenho artístico voltado para essa área de tattoo. Está indo para a finalização desse curso que foi de 04 anos.
Já na tatuagem optou pelo mesmo caminho de vários tatuadores: fazer workshops online de tatuadores de grande influência nesse mercado. Pois em nossa cidade e até nas regiões mais próximas não se encontra um curso presencial, assim esses workshops ajudam aqueles que querem enveredar por essa área. Alguns pagos com mais técnicas e outros mais simples onde os próprios tatuadores disponibilizam de graça mesmo, os chamados seminários ou webnarios online.
Giovani procura usar um pouco de todos os materiais disponíveis para desenho, fazendo uma misturas de técnicas dando um ótimo resultado de pintura e arte final. Uma grande misturas de técnicas e que faz um grande diferencial no desenho.
Não trabalhou em outros lugares ainda. No curso que faz em Arujá ele participou de um desafio de criação de desenho no estilo que estava se especializando (no caso dele tattoo), cada um escolhendo um estilo a seguir, cartoon, mangá realismo, tattoo etc. Todos com o mesmo tema que foi Pokémon. Na época em 2017, entre os 86 alunos conseguiu ficar em terceiro lugar fazendo um desenho no estilo oldschool

Na época, Giovani tinha nem um ano de curso ele tinha completado, não tinha tanta técnica assim, mais sempre teve muita determinação que ia conseguir.
Seu estúdio é privado, atendendo via agendamentos pelo whatsapp. No mesmo local tem 2 salas: uma para o estúdio e outra para um futuro curso de desenho, onde pretende ensinar minhas técnicas sem segredo algum. Da mesma forma que aprendeu quer passar adiante, "pois nós aprendemos mais quando ensinamos e não guardando o aprendizado para si mesmo", diz ele.
Uma coisa que desde que iniciou esse trabalhos a 6 anos atrás e para quem está começando tire da cabeça essa ideia de que desenhar depende de um dom divino, que precisa nascer com isso. "Tudo bobagem. Arte e determinação, compromisso, se esforçar e estudar técnicas para cada dia melhorar mais seus trabalhos, pensar que seu desenho de hoje nunca será o melhor, e que sempre pode melhorar em algum aspecto, fazer treinos diários, nem que seja um sketch, mais que o de amanhã fique melhor que o de hoje e assim sucessivamente, só assim alguém consegue se destacar pelo seu trabalho.
Sair da sua zona de conforto e se dedicar a arte, esse e o caminho para conseguir, não só na arte mais em qualquer profissão a se escolher, saber que tudo tem um preço. Quantas vezes deixei de ir algum lugar que queria estar, ou deixei de assistir aquela série ou anime que gosto, pois estava ocupado tentando finalizar um trabalho. Tudo na vida tem certos sacrifícios, porém hoje me sinto realizado e feliz fazendo aquilo que amo. Não reclamo mais dos finais de domingo ou da segunda feira, pois sei que vou sair de casa para fazer aquilo que mais gosto, e isso e muito gratificante", diz Giovani.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Notícias sobre isabelenses fora de Santa Isabel: Eldhrimnir no Folk Fest


Como ainda não consigo mexer em um PC próprio, a ideia é que toda vez que sair uma notícia nas redes sociais, eu publicarei aqui. O que acham. Aqui posto sobre Eldhrimnir no Folk Festival.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019