sexta-feira, 4 de maio de 2018

Memorial do Legislativo Isabelense

Muito da história isabelense é feita de forma oral. Temos pouco relatos científicos e uma documentação precária. A história da cidade é contada desse modo por muitos anos e poucos acadêmicos notam ou se interessam como o município se formou. Normalmente, a bibliografia da cidade é feita usando alguns artigos de jornais, revistas, livros e trabalhos científicos.
O Memorial do Legislativo Isabelense propõe reunir algumas dessas informações, evidenciando parte da história política do município e da Câmara Municipal de Santa Isabel, disponibilizando para o público e integra o projeto da Escola do Legislativo.
Você pode ver muitos dos dados que descrevo aqui na Câmara Municipal. Aproveite!

O problema do turismo

A seguir eu coloco três dos pontos turísticos que aparecem no site ExploreBrasil. 
Cachoeira do Ouro Fino: Acesso pela estrada SP-56, que liga Santa Isabel à cidade de Igaratá, distante 7 km do centro da cidade. Aproveitando a beleza da maravilhosa Cachoeira, a prefeitura transformou-a em Parque Municipal, contando com uma área de 23.000 metros quadrados, com infra-estrutura completa: parque infantil, diversos quiosques, mini piscina de água natural, lanchonete, vestiários, banheiros, churrasqueiras, mesas para jogos, bosques etc. Recebe um grande número de turistas nos finais de semana, propiciando um entretenimento de alto nível da População local.
Represa do Jaguari: Margeia a Rodovia SP-56 (Santa Isabel a Igaratá), que abrange os bairros do Varadouro e Ouro Fino. Com uma extenSão de 60 km, sua bela paisagem é desfrutada para pescaria e passeios de barco, por famílias que buscam tranqüilidade.
Mirante do Monte Serrat: Com 716 metros de altitude, concede uma vista panorâmica da cidade.
Além disso, o site tem um dado desatualizado com o Zoológico Municipal, que não existe mais. A construção iniciada em 1987, com área de 16.000 metros quadrados, possuía um casal de leões, um casal de sagüis, marrecos e muitas outras atrações animais. Ficava na Rua Minas Gerais, no bairro do Parque Santa Tereza. Isso é bem natural até.
Existem dois problemas aqui nesse ponto. 
O primeiro é que a cidade sempre foi considerada turística. Os pontos citados, quase sempre, não são bem tratados tanto pela população, quanto pelas gestões das prefeituras. Não posso falar pessoalmente sobre a Cachoeira do Ouro Fino. Mas a Represa do Jaguari, o Mirante do Monte Serrat e o antigo Zoológico Municipal, nunca estiveram em boas condições. 
O outro ponto que iria falar é que o site ExploreBrasil nem pode ser considerado desinteressado ou ter falta de cuidado. Já que fizeram bem mais que o responsável pela área de turismo no site Portal de Santa Isabel. A prova esta na imagem abaixo. Foi tirada no dia 19 de Junho de 2016, as 22:00 horas. Compreendem agora? Isso precisa ser resolvido agora! E é em parte por isso que escrevo tudo isso. Chamar a atenção do povo da cidade para o que Santa Isabel tem... E não tem.

Registros públicos: onde estão?

Eu amo essa cidade. Sempre gostei dela. Afinal, ela possui qualidades únicas. Como já viram ela tem uma história ímpar, uma forte crença religiosa, costumes que ainda são respeitados, uma cultura vasta em diversas áreas como música, literatura, artes plásticas e cênicas, seus grupos e outras coisas mais especificas sobre Santa Isabel.
Só que nós não conhecemos nosso passado e menos ainda o presente. Sendo assim, muitas vezes não teremos noção de como será o futuro. Nós não temos registros públicos como são em outras cidades, como Jacareí. Pelo menos, não mais. Anos atrás a área onde eles estavam foi danificada devido a um incêndio e uma grande parte deles que nunca mais foi recuperada.
Os registros públicos, ou também chamados registros civis, são uma série de documentos que confirma certos fatos da vida dos indivíduos como cidadãos. Entre eles temos: nascimento, casamento, divórcio ou morte (óbito), as interdições, as tutelas, as adoções, os pactos pré-nupciais, a opção de nacionalidade, entre outros fatores.
Quais são as funções dos registros públicos? São quatro as funções do registro público: publicidade (indireta – Certidões) possibilidade de cognoscibilidade por todos os membros da sociedade, autenticidade, segurança e eficácia.
·     Publicidade: “A publicidade pode ser definida como a garantia dos direitos reais inscritos, e tal como estão inscritos, da pessoa que constar como titular do registral; e ainda como garantia da tutela dos interesses daqueles que, confiando nas informações constantes do Registro, realizam negócios jurídicos imobiliários” (LOUREIRO, Luiz Guilherme). Ou seja, que quando alguém faz um negócio jurídico através do registro eu posso ter consciência de quem é responsável por determinado interesse. 
·     Autenticidade: “Art. 252 LRP – O registro, enquanto não cancelado, produz todos os efeitos legais ainda que, por outra maneira, se prove que o título está desfeito, anulado, extinto ou rescindido”. Tomando como um exemplo, um documento que conste que uma pessoa que se divorciou ou quaisquer dados cadastrados anteriormente, só terão validade caso se prove que ele é nulo de alguma das maneiras antes citadas.
·  Segurança e eficácia: Diminui os custos de transação e, por consequência, os litígios envolvendo imóveis. Ou seja, através desse registro, evita qualquer tipo de atitude de “má fé” e quaisquer problemas provenientes de uma negociação só no “boca a boca”, por exemplo.
Mais um fato sobre os registros públicos. O Brasil em 1988, definiu que o regime jurídico de notários e registradores serão particulares com relação ao Estado. Nessa época ficou bem claro que esses serviços seriam exercidos em caráter privado por delegação do poder público. E os dados que eles concedem servem para garantir segurança jurídica, autenticidade e eficácia aos atos jurídicos.
Com isso espero mostrar o quão importante são os registros públicos de uma cidade para sua comunidade.
Agora... Onde estão nossos arquivos públicos? Como dito, boa parte deles foi danificado devido a um incêndio, que até mesmo a população fica sem saber se foi ou não intencional. O mais importante, se por parte da prefeitura ocorreu uma corrida para arrumar os documentos perdidos? Se houvesse, estaria claro isso em jornais e outras mídias. Não falo só de uma gestão, mas de muitas que esquecem disso. Espero que isso mude logo. E boa parte desse trabalho que faço é para isso: mudar a situação da história da cidade.
Onde ignoramos e esquecemos a história da nossa cidade. Seja a administração pública, ignorando diversos fatores já citados, ou os cidadãos, que preferem ignorar parte da formação de suas vidas. O seu próprio município. 

terça-feira, 10 de abril de 2018

(Espaço Aberto Arujá) (Gastronomia) May Ki Pastel Bão Pastelaria



No dia 5 de abril de 2018, eu estava meio bravo: não tinha conseguido grande progresso no meu desenho, minha mãe brigou comigo pois esqueci fatias de salame no mercado e eu só tinha dez reais em minha carteira para usar livremente. 
Foi então que eu fui dar aula no Curso Fênix. E isso em Arujá.
Já comi muitos lanches por lá. Mas uma coisa que eu noto é que nunca nenhum deles se comparou aos Marconis e Neis de Santa Isabel. Isabelense deve ter talento para culinária, só pode.
Eis que passo pela Praça do Coreto, e em seguida, vejo o logo da May Ki Pastel Bão. Uma lanchonete que vendia pasteis e pizzas. Era uma chance que não poderia perder.
Entrei no lugar e vi seu menu. Lá tinha uma pizza quadrada ao qual o cheiro me interessou. No cardápio, constava uma napolitana. Foi essa que pedi.
A moça, muito gentilmente me falou que existia dois tipos de napolitana: uma mais simples (seria a que eu comeria) e outra mais "completa". Bom de garfo, eu pedi que mudasse para a segunda.
Quando chegou, a pizza inebriou meus sentidos do olfato e visão. Só faltava o paladar. E foi isso que ocorreu. Era muito bom a mistura de azeitona, cheddar e todo tipo de delícia alimentar que colocaram naquela pizza. As beiradas eram mais difíceis, mas nada que impedisse meu apetite. Sem contar que já comi massas mais duras em rodoviárias, o que demonstra quanto acertei em entrar naquele lugar.
No final, May Ki Pastel Bão Pastelaria foi uma grata surpresa. Antes de dar aula, eu pude me deliciar com uma bela massa em Arujpa. Confiram!
Como dito antes, o May Ki Pastel Bão fica na Praça do Coreto, na Rua Prudente Moraes, 202 em Arujá.

segunda-feira, 9 de abril de 2018