quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Os problemas das pesquisas por parte do poder público

A importância do Espaço Aberto SI se dá em coisas que a Prefeitura de Santa Isabel, Secretária de Cultura, Secretária de Turismo e outras pastas, ignoram. Os detalhes familiares e a importância que só a tradição oral traz, são algumas delas.
Tanto no livro Marcas do Passado (de Virgílio Frúgoli), quanto na rua ao lado do cemitério do Brotas, há um nome que aparece da mesma forma: Chico Marvina. Mas o correto é que esse nome é Chico da Marvina, e enfoque o DA. Note que não culpo apenas o governo municipal, mas mostro que ele pode causar esses problemas. Esse nome já foi tratado aqui, portanto não irei falar muito sobre ele, mas um pouco de sua origem familiar.
Vejamos, foi dito que ele era apaixonado por uma mulher chamada Marvina, que morreu. Daí, começaram a chama-lo de "Chico da Marvina", devido a isso. 
O mesmo já escrevi, quando assumem que o "Morro da Farinha" ou "Rua da Farinha, se dá apenas pela fábrica que existe lá, que nem mais é apenas trabalha isso. Esquecendo que haviam outras fábricas ao redor da área.
Para explicar às pessoas como isso afeta a história de um local, uso o seguinte exemplo: Podemos falar que fim da Idade Média se deu a partir de 1453, com a queda de Constantinopla nas mãos dos turcos-otomanos, mas ainda há outros que citam que foi a "descoberta da América", muitas vezes citando a "descoberta do Brasil" (só lembrando que até esse termo de descoberta, é muito discutido). Assim como a Idade Moderna acaba com a queda da Bastilha, na Revolução Francesa. Mas assim como a Revolução Industrial, não há como especificar que tal fato é algo definidor de mudança para todo o mundo, fazendo uma "eurocentralização".
Um fenômeno parecido ocorre com a família Barbosa, que tecnicamente, "não é Barbosa". Recentemente, ao conversar com a professora de língua portuguesa, Carla Barbosa Caraça, ela disse uma coisa que faz muito sentido. E que já comentei por aqui. Quando uma mulher casa, devido a questões de tradição e cultura, ela assume o sobrenome da família do marido. Isso sem contar, como ela mesmo falou, sobre um antigo membro de sua família - um homem nesse caso - que mudou seu sobrenome, por livre e espontânea vontade.
Aí fica meu  ponto tratado aqui, nesse texto.
Então, por conta do poderio político, as pastas e funcionários da prefeitura assumem dados entregues a eles como a verdade. Se for conveniente a eles. O que faz perder dados pequenos, mas que se tornam importantes para a história de Santa Isabel. Tirando a originalidade e imparcialidade dos seus registros.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

Causos de Santa Isabel: O homem "por dentro do Papai Noel"

Luiz Ferreira dos Santos, na época de Natal, se transforma: vestido de vermelho, com luvas brancas, botas e touca, enfrenta o frio e o calor para trazer sorrisos das crianças isabelenses brilharem de alegria. Ele é o Papai Noel, concedendo carinho e guloseimas as crianças de todas as idades que o visitavam na Casinha do Papai Noel.
No resto do ano, Luiz empunha uma vassoura, uma pá e empurra, pelas ruas da cidade um carrinho com o qual ele foi contratado pela Prefeitura, onde se aposentou depois de dezoito anos como servidor público.
Ele sempre cultivou a barba e o cabelo por uma questão de vaidade pessoal. Um dia, ao qual Luiz não lembra, foi procurado por uma comerciante que o convidou para ser o Papai Noel na loja dela, em troca de pagamento. O senhor gostou da experiência e desde então, todos os anos, com ou sem remuneração, veste a fantasia, e faz seu papel.
Há alguns anos a Prefeitura o adotou como Papai Noel oficial do município. 
Para ele, ser Papai Noel é um símbolo de esperança. E no ano de 2022, Luiz distribuiu cestas para famílias que necessitavam.

O Homem por dentro do Papai Noel. Jornal Ouvidor. Igaratá. 23 de Dezembro de 2022. p. 10.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Figuras notáveis de Santa Isabel: Francisco Baez Filho, ou o conhecido Nenê Barbeiro

O primeiro a chegar na cidade foi seu pai, Francisco Baez, em 1955. Ele instalou sua barbearia na antiga rua Totó de Assis, hoje avenida Manoel Ferraz de Campos Salles, no número 226.
Francisco Baes Filho, ou Nenê Barbeiro como era mais conhecido, veio com a esposa Egidia Metiderri Baez, e seus filhos Moacir e Valter.
Nascendo logo depois o terceiro filho, Miguel Baez, Nenê Barbeiro foi trabalhar com o pai, onde fez muitos amigos e uma enorme clientela.
Após a morte do pai, em 1962, assumiu a barbearia por onde passou grande parte da população e várias autoridades locais.
Nenê Barbeiro tinha como passatempo a pescaria. Gostava de pescar tilápias e bagres. Os seus companheiros de pesca eram o Orlando do Zélheu, Barbudo e o Simão. Faleceu em 9 de Agosto de 1976, sendo que no dia anterior, tinha trabalhado normalmente e atendeu diversos clientes.