O magistrado nasceu em São Luiz do Paraitinga em 1887, filho de Antônio de Lourenço de Freitas e de Maria Diniz de Castro Freitas, era casado com Marieta de Camargo Calazans de Freitas, progênita do comerciante e influente político de Paraibuna, Major João Elias Calazans e Sra. Maria Francisca Calazans.
O eminente juiz deixou São Luiz do Paraitinga aos 16 anos para ganhar a vida na capital e matriculou-se no curso preparatório para ingressar na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, o ingresso ocorreu em dezembro de 1903.
A formatura ocorreu em 1907.
Em 20 de Janeiro de 1908, recebeu a nomeação para assumir a Promotoria Pública da cidade de Jambeiro, no Vale do Paraíba.
Numa visita que fez à Paraibuna, conheceu a esposa Marieta Calazans com quem se casou em 1910, o casal teve 11 filhos, cinco homens e seis mulheres.
Em 1913, as filhas Suzana de 2 anos e Hortência de 1 ano foram acometidas da bactéria “Bordetella pertussis”, popularmente conhecida como “tosse comprida” ou coqueluche, uma doença respiratória altamente contagiosa que as levou à óbito, a vacina foi desenvolvida em 1926.
A perda precoce das filhas abateu profundamente o casal, o jovem Promotor, depressivo, solicitou seguidas licenças para tratamento de saúde, até que em 1918, para fugir do ambiente que trazia lembranças das filhas, resolveu permutar a Promotoria de Jambeiro para Cunha com o Dr. Adriano Mendonça, titular daquela cidade.
Em 1922, pediu remoção para a cidade de Itu, tão logo chegou foi convidado a participar de uma comissão para comemorar o primeiro centenário da independência, a celebração se prolongou por três dias.
Após 15 anos de promotoria, buscando novos desafios, o Dr. Antônio de Castro Freitas, foi nomeado Juiz de Direito da comarca de Avaré, dois anos depois, em 1925, procurando aproximar-se dos parentes da esposa em Paraibuna, solicitou remoção para São Sebastião.
Em 27 de abril de 1927, foi removido para substituir o Dr. Norberto Francisco de Oliveira, Juiz de Direito de Santa Isabel, por tal transferência o Dr. Antônio de Castro Freitas enviou ao Secretário de Justiça um ofício de agradecimento.
O togado encantou-se com a cidade, o clima saudável, a exuberância da flora, a fauna e a hospitalidade, tudo era fascinante, de tal sorte que nas primeiras semanas foi convidado a participar do natalício do tabelião do registro civil e presidente do PRP local, o Sr. Bernardino Nascimento Gonçalves, ao chegar a festa foi recebido pela consorte do aniversariante, a encantadora e virtuosa, Profa. Ana Moutinho Gonçalves, dona de uma beleza singular.
Após a recepção, o Juiz foi convidado pelo Dr. Domingos Castelo Branco, Promotor Público, a proferir uma saudação ao dono da festa. No discurso, ele enalteceu as qualidades do chefe político, do cidadão, do marido e do pai de família exemplar, terminou por agradecer a acolhida e por conhecer pessoas tão amáveis, após as palmas, foi abraçado pelos presentes.
A Banda Musical “Lyra Isabelense” executou inúmeras peças musicais, enquanto os comensais se deliciavam com as iguarias que foram servidas e trocavam conversas.
Na sala de visita, abriu-se um espaço para as contradanças, o Juiz e sua Marieta demonstraram destreza com a dança.
Ao final, as senhoritas Fina, Pequetita, Feia, Carmelina e Brasilisia incumbiram o médico Dr. Marcondes Cesar para falar em nome delas, saudar o aniversariante e o novo Juiz.
Com isso terminou aquela manifestação, sendo o Dr. Castro Freitas, a convite do Sr. Bernardino, acompanhado até a sua residência pelas pessoas presentes.
Com efeito, desde o início da sua passagem pela nossa comarca, o Dr. Castro empenhou-se pessoalmente em levar à Igaratá o benefício da Luz Elétrica, a cidade fazia parte da Comarca e sofria o flagelo da escuridão.
Foi assim que em 08 de setembro de 1928, acompanhado do Promotor de Justiça, Dr. Nestor da Fonseca Barbosa Pinto, do Sr. Firmino da Cunha Lobo, delegado de polícia, Dr. Pedro de Luca, médico, do Padre Américo Endrisi se dirigiram à vizinha Igaratá para a assinatura do contrato com o Sr. José Clau, responsável pelos serviços de instalação da Força e Luz daquela localidade.
A esposa Marieta Calazans, acometida de grave doença, faleceu precocemente em Jacareí, aos 25 de janeiro de 1932, com 42 anos.
O Dr. Castro Freitas permaneceu viúvo e faleceu em São Paulo, 1959, aos 72 anos de idade.
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