quinta-feira, 30 de março de 2023

A Praça Alice Nery Evangelista, a "Praça do Guarda-Chuva" e a grande falha da prefeitura

Conhecida por todos na cidade como “Praça do Guarda-Chuva”, a Praça Alice Nery Evangelista foi inaugurada em julho de 2021 em comemoração aos 189 anos de Santa Isabel. Atração turística, em pouco tempo se tornou referência, sendo um dos pontos mais fotografados da cidade. Possui uma ambientação composta com os famosos guarda-chuvas suspensos e coloridos, além de um mural para exposições e um grande letreiro com o nome da cidade. Observação: o tal mural só deve uma única exposição, não mudando por mais de dois anos.
Alice era natural de Santa Isabel, filha da Sra. Sabrina Nery de Lima e do Sr. Leonel Barbosa Evangelista, nascida aos 24 de novembro de 2017. De maneira trágica, Alice faleceu aos dois anos de idade, no dia 04 de outubro de 2020, por afogamento. Sua morte causou grande comoção em nossa cidade. 
Em 2023, ao menos entre Fevereiro e Março, está sem os tais guarda-chuvas.
Falando de forma mais direta, aquele era um espaço ao qual a prefeitura não sabia o que fazer. Não pode ser tratada como uma praça de verdade. É uma ocupação feita pelo poder municipal, pois ficava de frente a Gibiteca. Assim, poderia "florear" o espaço dedicado a Maurício de Sousa. E vendo corretamente, nem isso conseguiu. Tornando em um beco.


terça-feira, 28 de março de 2023

Lendas de Santa Isabel: A bondade ou maldade no rosto dos falecidos

Assim como é falado, na história do Corpo Seco, a bondade ou maldade, poderá afetar a pós-morte de uma pessoa. Só que de forma menos bizarra e forte, do que um ser recusado por Deus e o Diabo.
É dito, pelos mais antigos, que as coisas boas e más feitas em vida, afetam a face das pessoas na morte. Ou seja, quando uma pessoa bondosa morre, seu rosto transmite serenidade. Pois o Paraíso a espera, trazendo uma aura de tranquilidade e nostalgia. Entretanto, se a pessoa que faleceu era maligna, até seu rosto transmite isso. 
Como? Que seus rostos se contorcem de um modo que demonstre parte de seu ódio e crueldade em vida. É muito moralista? Talvez. Mas faz parte das histórias de antigamente. 

sábado, 25 de março de 2023

Isabelense tem monografia premiada pelo Instituto Rio Branco

Um jovem isabelense recém formado em Direito pela FGV – Fundação Getúlio Vargas alcançou um importante feito acadêmico. Mário Alfredo de Oliveira, de apenas 22 anos, teve sua monografia reconhecida pelo Instituto Rio Branco, mantido pelo Ministério das Relações Exteriores. Ele ficou com a primeira colocação do Prêmio Bruno Guerra Carneiro Leão de Monografias em Direito do Comércio Internacional, uma conquista de visibilidade nacional.
Foi através do desenvolvimento da monografia no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Faculdade Getúlio Vargas, que Mário se destacou entre tantos outros trabalhos inscritos junto ao Instituto Rio Branco para concorrer ao prêmio de maior destaque da área do Direito Internacional do Brasil. O tema escolhido foi: “Os acordos regionais de comércio e a inserção de países em desenvolvimento no comércio internacional”, que trata da discussão da efetividade da linguagem utilizada para incluir países em desenvolvimento, em tratados internacionais.
Mas o que fez Mário Alfredo se sagrar vencedor em uma disputa com concorrentes de tão alto nível, foram anos de incansável pesquisa, e, principalmente, dedicação a seu trabalho, que começou a tomar forma em 2015, quando o isabelense ainda passava pelo processo de iniciação científica e teve a oportunidade de começar a se aprofundar no tema.
Orientado e incentivado por Michelle Ratton Sanchez Badin, professora do curso de Direito da FGV, Mário afirmou que sempre teve interesse pela área de Comércio Exterior e que se interessou pela discussão por, apesar da relevância do tema proposto, o assunto ainda é pouco debatido: “Por ser um tema pouco explorado, acabou me chamando atenção e eu tive muito prazer em trabalhar nele”, declarou.
Segundo Mário Alfredo, o trabalho, essencialmente, busca entender como os tratados internacionais foram inscritos e como a linguagem de exceção e o tratamento diferenciado – uma linguagem legal para inserção dos países em desenvolvimento no comercio internacional, na Letra da Lei – estava sendo utilizada ao longo dos tempos.
O trabalho foi dividido em duas fases. Primeiro, foi levando em consideração o viés histórico, a fim de entender como esse processo de flexibilização e inserção dos países em desenvolvimento ocorreu. Já em um segundo momento, foi realizada uma comparação específica de dois tratados, sendo analisado o Trans-Pacific Partnership (TPP), que é o acordo transpacífico, e o acordo Bi-lateral, firmado entre Brasil e Peru. Os dois tratados tiveram suas linguagens comparadas no sentido de entender como se alternavam entre si e se a abordagem auxiliava, ou não, a inserção desses países no comércio internacional.
Para o premiado, a importância do trabalho se dá, principalmente, no entendimento da efetividade da linguagem desses tratados, em sua redação, perante aos países em desenvolvimento e as dificuldades enfrentadas por essas nações na concorrência com países desenvolvidos, de economia mais robusta:
“Foram anos de trabalho, de pesquisa e de análise de resultados. Me sinto realizado em ganhar o prêmio, por ser o reconhecimento de um trabalho de pesquisa, que infelizmente não é valorizado aqui no país. A conquista é muito importante para a educação e para mostrar que o trabalho de pesquisa acadêmico é relevante e tem implicações práticas, que podem auxiliar muito o país e também os profissionais da área. Eu me formei no final do ano passado e foi um reconhecimento incrível e muito importante que eu tive logo no início da minha carreira”, comemora.
A excelência da conquista do Prêmio Bruno Guerra Carneiro Leão, por Mário, fica mais evidente ao ressaltar que, para estar entre os concorrentes, o interessado pode ser estudante ou profissional que esteja matriculado em instituição de ensino superior ou tenha diploma de graduação ou pós-graduação expedido por instituição de ensino superior. Ou seja, o jovem isabelense concorreu com profissionais experientes e trabalhos de peso no meio jurídico.
Na avaliação de seu trabalho, Mário Alfredo foi submetido a uma banca examinadora, constituída por profissionais com conhecimento especializado em direito do comércio internacional e áreas correlatas.
Além de receber a certificação de vencedor, Mário também terá sua monografia publicada em meio eletrônico pela Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG). De acordo com o Instituto Rio Branco, o primeiro colocado também poderá ser convidado, a critério do Ministério das Relações Exteriores, para participação em visita acadêmica à Delegação do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio e outras Organizações Econômicas em Genebra, na Suíça, em programa de estágio junto à Divisão de Contenciosos Comerciais do Ministério das Relações Exteriores, ou, ainda, em programa de estágio junto à Cátedra da OMC no Brasil, sediada em São Paulo.
Mário acredita que a conquista irá abrir muitas portas acadêmicas e profissionais. Daqui pra frente ele pretende dar continuidade as pesquisas e se aprofundando cada vez mais neste e em outros temas relacionados ao Direito nas Relações Internacionais.
Alguém que tão jovem, alcança um prêmio tão importante, certamente tem uma trajetória marcada pela dedicação aos estudos. E com Mário Alfredo não foi diferente, ele afirma que sempre viu nos estudos, um prazer. O gosto pelo Direito veio ainda jovem, quando ele tinha 15 anos e enxergou na profissão uma oportunidade de exercitar o que ele sabia fazer de melhor: escrever e falar em público.
Em Santa Isabel, Mário foi aluno de escola pública e cursou o Ensino Fundamental na Escola Estadual Major Guilhermino Mendes de Andrade, que, segundo o ex-aluno, foi um local onde encontrou uma estrutura de qualidade para buscar cada vez mais conhecimento.
Durante o Ensino Médio, esteve matriculado em um colégio particular de Santa Isabel, onde foi aluno através da conquista de uma bolsa de estudos. Sua carreira acadêmica na renomada Faculdade Getúlio Vargas (FGV), também foi fruto do benefício destinado a alunos com desempenho acima da média e através de um processo seletivo, ele conquistou uma bolsa de estudos integral.
“Todo mundo pode chegar onde quiser”. Vir de família humilde, estudar a maior parte da vida letiva em escola pública e ingressar em um curso superior aos 17 anos de idade, foram degraus superados por Mário Alfredo, que conta que, além de ter tido força de vontade para ir em busca do sonho de ser advogado, também contou com a ajuda de muita gente para chegar onde está hoje.
"Tem uma parte de esforço pessoal, mas ninguém é uma ilha e ninguém consegue nada sozinho. Eu tenho que agradecer a todos que me ajudaram a chegar onde cheguei. Nenhum sonho é impossível, nenhuma carreira é muito difícil e não existe carreira de menino e carreira de menina, acho que o que você quiser fazer, você pode fazer com determinação e apoio. Acredite, você também pode chegar a lugares tidos como impossíveis, como eu cheguei”, declara Mário Alfredo, mais um isabelense que fez dos estudos a ponte para a realização profissional.

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sábado, 18 de março de 2023

Culinária isabelense

A culinária de uma cidade demonstra muito de sua cultura. Influências de outras cidades, estados ou até de outros países. Mas também os pratos típicos surge devido a sua fauna e flora local.
Aqui eu listo alguns dos pratos citados por Zuleika de Paula em seu livro, Santa Isabel, SP - Uma Pesquisa de Folclore. Devo confessar que muitos deles tem uma origem mineira, pelo que parece. Ainda assim, muitos deles pode e devem ter uma versão mais isabelense em sua culinária.

Salgados:
  • Bolinho de mandioca;
  • Cozidão;
  • Paçocão;
  • Cozidão com mocotó;
  • Frango frito;
  • Virado de frango;
  • Caldo verde;
  • Feijão tropeiro;
  • Mingau de alho;
  • Cuzcuz;
  • Farofa de ovo;
  • Feijão com cambuquira;
  • Fritada com lambari (verdura de folha);
  • Taiá ou Taioba;
  • Molho azedo;
  • Pimenta curtida;
  • Farinha de milho e amendoim.
Doces:
  • Paçoca;
  • Doce de mamão verde;
  • Biscoito de sequilho;
  • Cocada;
  • Queijadinha.
Bebidas:
  • Pinga;
  • Leite;
  • Rosa sol;
  • Licor;
  • Licor de figo;
  • Café;
  • Melado;
  • Caldo de cana.

quarta-feira, 15 de março de 2023

(Espaço Aberto Guararema) Recanto do Américo ou Pau d'Alho

O Recanto do Américo ou Pau d'Alho, como é mais conhecido, é um espaço que foi reurbanizado em 2011. E por isso, reforçou-se como um dos mais belos e procurados pontos turísticos do município. Pode-se dizer que é o cartão-postal da cidade, onde se pode desfrutar da tranquilidade, além do belo cenário.
O Recanto do Américo oferece em toda a sua extensão uma área cravada de recursos naturais que se interligam em uma praça com todos os equipamentos necessários à sua utilização como quiosques, bancos, alambrados, decks com vista panorâmica, banheiros e lanchonetes. As pontes que interligam a praça as ilhas foram construídas sob especificações de normas canadenses e levam o visitante a diferentes pontos sobre as águas do Rio Paraíba do Sul.
O Recanto conta com ampla e variada concentração de espécies de mata nativa remanescentes da Mata Atlântica, além dos recursos fluviais e da centenária árvore Pau d"Alho com 33 metros de altura.

sexta-feira, 10 de março de 2023

O Museu da Casa Rural de Mauro Morini

Museu da Casa Rural, que era localizado no sítio Embaúba, que retratava como era a vida antes da eletricidade. O local abrigava itens utilizados no dia a dia que tinham como foco facilitar a vida das pessoas, instrumentos que hoje parecem rudimentares, mas já foi num passado não muito distante a mais alta tecnologia. Era dividida em nichos temáticos como: a Casa de Farinha, a Casa da Rapadura, a Casa do Caboclo (feita de pau a pique), a Casa da Costureira, a Sapataria, a Barbearia do tempo de Getúlio Vargas; tudo com cerca de 1.500 artefatos à mostra.
Após a morte de Mauro Morini, criador e curador do Museu da Casa Rural, ele foi fechado.


quarta-feira, 1 de março de 2023

Clube Literário e Recreativo de Santa Isabel

O Clube Literário e Recreativo de Santa Isabel apesar de conter muitos membros da elite isabelense, não deixava de auxiliar os jovens que quisessem ocupar sua mente com atividades intelectuais. Pelo menos é isso que cita Dr. Isaias Bueno.
O clube ocupava uma casa no Centro, cujo núcleo acomodava a recepção, salão de jogos, sala de leitura e secretária. No horto, ergueu-se um confortável ginásio para a prática de esportes, danças e atividades culturais. O ambiente permitia a realização de bailes, desfiles e shows, nos fundos um palco completo com cortinas, luzes, som e caixas dotadas de toucador e privacidade.
Os instrutores vinham do recém inaugurado ateneu (estabelecimento de ensino secundário), e ensinavam em aulas de canto, dança e artes cênicas. As instruções de judô, luta livre e boxe ficava a cargo de Adhemar de Freitas, Francesco Longo e José Domenech.
O lugar proporcionou bailes memoráveis de formaturas, debutantes e datas comemorativas. As orquestras eram de alta linhagem nessas festividades: Continental de Jaú; O. K. de Taubaté; Biriba Boys de S. José e Internacional Orquestra "Casino de Sevilla".
Eles tentaram várias vezes realizar os bailes carnavalescos da cidade, mesmo quando recorreu para uma ideia mais filantrópica. Os foliões tinham mais predileção pelo Juta e o Lanifício, naquela época. E também por ser formada pela elite esse clube, talvez.
Segundo o que se sabe, nas peças teatrais, subiram ao palco pessoas famosas como Jofre Soares e Mazzaroppi. E que atores locais, também interpretavam sonetos, poemas e peças curtas. E uma delas, O Diário de um Capadócio, foi escrita e interpretada pelos alunos Mamoru, Isaías, Adil e Humberto, com auxílio da Profa. Marilda.
O Clube Literário era sustentado pelo "escol" (pessoas mais cultas) da sociedade local, diz Isaias Bueno. O que demonstra seu termino.