domingo, 4 de janeiro de 2026

Figuras notáveis de Santa Isabel: Nacy Freire Lobo

Uma menina que veio de São Paulo, com seus pais para Santa Isabel, sendo eles, José Raymundo Lobo e Gabriela Freire Lobo.
Estudou em colégio de freiras Salesianas e formou-se em magistério. Fez ciências contábeis. Abriu na Praça da Bandeira seu próprio escritório de contabilidade.
Foi casada com Percio Araujo Dias e com ele teve três filhas.
Sua vida foi marcada por uma grande preocupação com o desenvolvimento sócio-cultural de Santa Isabel. Atuante em grupos sociais locais, fundou o Grupo da Terceira Idade Nova Esperança.

Cartazes de Jantar Árabe no Al Mazen, em São Paulo, Vila Madalena, com Cia Jawahara (13 de Abril de 2024)


 

sábado, 3 de janeiro de 2026

Dr. Muniz Barreto, Juiz de Direito, criador da Santa Casa de Santa Isabel.

A primeira Santa Casa de Santa Isabel foi construída no limiar do século XIX, início do período republicano, pelo Cel. Bertoldo, ficava na esquina da Av. Campos Salles com a Rua Prudente de Moraes, atual Asilo São Vicente de Paulo, consistia em duas enfermarias, sala de recepção, copa, sala de curativos e dois sanitários. A primeira enfermeira foi a esposa do Cel. Bertoldo, Sra. Filomena da Costa Leite Ferreira da Silva que fez estágio na Santa Casa de São Paulo. 
Mais tarde, em 1950, o saudoso prefeito Joaquim Simão iniciou as obras da atual Santa Casa de Santa Isabel, sendo certo que o ex-prefeito João Pires Filho a concluiu e inaugurou-a trazendo para administra-la as Irmãs Franciscanas Missionárias do Coração Imaculado de Maria, da cidade de Amparo.
As religiosas administraram o Hospital Ana Cintra de Amparo e hospitais de Aguas de Lindoia, Monte Alegre do Sul e Serra Negra.
O que poucos sabem, é que o idealizador desse hospital foi o Dr. Mauro Boaventura Muniz Barreto, Juiz de Direito desta Comarca, que por cinco anos praticou a judicatura em nossa cidade.
O Dr. Muniz Barreto residia num sobrado na Avenida da Republica, que sensibilizado com a saúde de Santa Isabel, resolveu promover uma reunião para discutir a fundação de uma Santa Casa de Misericórdia, onde pudesse atender a urgência, sobretudo da população carente.
Foi assim que no dia 04 de Setembro de 1949, o magistrado promoveu um encontro para discutir o assunto.
Os salões da Câmara Municipal foi o palco escolhido para o debate, assim narraram o Jornal de Notícias  e o Correio Paulistano do dia 13 e 20 de Fevereiro de 1949.
Presentes o Padre José Luiz Correa, comerciantes, lavradores, vereadores, o industrial Guilherme Alfierie, proprietário da Fábrica de Juta, João Soares Bairão, presidente da Câmara Municipal, José Cupertino da Silva, coletor estadual, Ariovaldo Saul, Oficial de Justiça, Saturnino Chiaradia, coletor estadual (cunhado e conterrâneo do jurista Miguel Reale) e o vereador Dario Vieira de Paula. O Dr. Muniz Barreto anunciou o motivo da reunião e foi recebido com aplausos.
A reunião foi exitosa, de tal sorte que o Dr. Muniz Barreto foi escolhido o primeiro provedor da Irmandade da Santa Casa, como vice Guilherme Alfierie, primeiro secretário João Bairão, José Cupertino, segundo secretário, Ariovaldo Saul, primeiro tesoureiro, Saturnino Chiaradia, segundo tesoureiro e Dario Vieira de Paula, adjunto.
É preciso dizer que nessa reunião surgiu a primeira contribuição, o empresário Guilherme Alfierie, proprietário das terras do Parque São Benedito e Vila Guilherme, também tinha uma olaria para atender a sua fábrica, de tal modo que fez a doação da área onde se encontra o hospital e, fez ainda, a doação dos tijolos e telhas para realização da obra.
O Dr. Muniz Barreto assumiu a cadeira de Juiz da nossa Comarca em 20 de Fevereiro de 1945, cinco anos depois foi promovido para a Vara Auxiliar de Feitos da Fazenda Nacional da capital, desse modo, um grupo de advogados, servidores do judiciário, amigos e autoridades locais prepararam uma homenagem ao Dr. Mauro B. Muniz Barreto, pelos relevantes serviços prestados à comunidade local, quer como Juiz quer como benemérito e criador da Santa Casa de Misericórdia de Santa Isabel.
A homenagem foi agendada para o dia 09 de Julho de 1950 no salão do júri. Antes da solenidade foi oferecido aos convidados um almoço preparado pelo “Chef Serrote” na Fazenda de propriedade do advogado, Dr. Deusinho e seu primo, Dr. Délio Freire dos Santos, o local ficava a margem da Rodovia Santa Isabel-Igaratá, Km. 71.
A ágape correu num ambiente de alegria e cordialidade, além do homenageado e sua família, estiveram presentes o Dr. Paulo José da Costa Junior, desembargador do Tribunal de Apelação e Sra. Maria Helena Vilela de Araújo, o Dr. Vercingetorix de Castro Garms (Dr. Vercinho), novo Juiz de Direito da Comarca e Sra. Josefina Vilma de Castro Garms, Dr. João Batista Sampaio e Silva, antigo promotor público da comarca e ofertantes com suas respectivas famílias.
Findo o banquete, às 16 horas, os convidados se dirigiram ao salão do Júri. O desembargador Dr. Paulo Jose da Costa Júnior abriu os trabalhos e convidou para sentar-se à mesa o homenageado Muniz Barreto, o Dr. Alberto Quartim de Moraes Júnior, promotor público em São Paulo, o Prefeito Joaquim Simão e o Presidente da Câmara, João Soares Bairão.
Dentre os convidados presentes, destacaram-se os tribunos: Eduardo Campos Werneck, João Baptista Magalhães e Constâncio Teani, o tabelião João Pires Filho, senhoras e senhoritas da nossa sociedade e de São Paulo.
Em nome dos presentes, discursou o Dr. Eduardo Campos Werneck que enalteceu a função dos juízes no equilíbrio social, passou em revista as grandes qualidades de jurista, magistrado, cidadão e chefe de família que iniciou a sua judicatura em 12 de Maio de 1939 na comarca de Pompeia, depois Bauru e Pederneiras até assumir em Santa Isabel, onde permaneceu por 5 (cinco) anos.
Prosseguindo, o desembargador Dr. Costa Junior anunciou ao homenageado uma surpresa envolto em um tecido de cetim, tratava de um quadro em moldura dourada com o retrato do Dr. Muniz Barreto, em magnífico foto-óleo, trazendo na base um rico cartão de prata contendo dizeres referente a sua passagem pela comarca.
A cobertura foi descerrada pela senhora Barreto e as filhas do homenageado, sob vibrante salva de palmas.
Na sequência, o Dr. Costa Junior abriu a palavra ao Dr. Deusinho que se congratulou com a justa e merecida promoção, augurando em nome dos colegas advogados, e com palavras repassadas de sentimento, despediu-se do homenageado, por sua vez, o Dr. Quartim de Moraes, em nome do fórum, fez entrega ao homenageado de 3 (três) coleções de obras jurídicas.
Em seguida, a Sra. Maria de Lourdes de Almeida Pires entregou-lhe uma cesta de flores, oferta dos servidores da justiça local.
Por fim, em agradecimento, o homenageado discursou sob visível emoção, dissertou das ótimas qualidades de caráter, compreensão e respeito da população de Santa Isabel, da cooperação que sempre encontrou nas pessoas do fórum e nas autoridades administrativas, encarecendo as facilidades que disso decorreram para as funções de Juiz.
No encerramento, o desembargador Dr. Paulo Costa congratulou-se com a promoção do homenageado, felicitou a Comarca de Santa Isabel pela nomeação de seu novo Juiz, Dr. Vercingetorix de Castro Garms (Dr. Vercinho, como era chamado), cujas qualidades o recomendavam sobremaneira para substituir o Dr. Mauro Muniz Barreto, agradeceu a presença de todos e deu por encerrada a sessão de homenagem. 

Link de entrevista com Leonardo Galvão no Canal Podcastle


 

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Minha opinião sobre as eleições municipais em 2024

Vamos ver, por onde começo.
Atualmente, o que a gente vê é uma galera enorme atacando um ao outro dentro da cidade, por questões políticas. Uma coisa que é comum dentro de Santa Isabel é uma "endemonização" das pessoas da esquerda, para um pretexto de ataque. Resumindo, "não posso atacar X ou Y, vou atacar a esquerda, pois tem muita gente que não gosta". Só que isso, dentro do nosso município não faz sentido algum. Os maiores escândalos atuais da cidade são sobre políticos de direita, como Luizão Arquiteto, Clebão do Posto, Alencar Galbiatti e Nabil. Enquanto políticos como Picida e Edson Machado, o Machadinho, só nos trouxeram benefícios e direitos estruturados.
Mas vamos colocar aqui, algo com relação federal.
Muitas das pessoas, nos dias atuais, sempre coloca as figuras de Bolsonaro representando a direita e a do atual presidente, Lula representando a esquerda. E independente de qual lado político você segue, esse é um dualismo que acontece muitas vezes, um maniqueísmo que beira o infantil, para não falar o pré-histórico. 
Então, peguemos uma figura como Luis Inácio "Lula" da Silva. Mesmo que você não ame a personalidade, vamos notar os crimes colocados na conta dele e notar que nem sequer fazem sentido. Um exemplo, está na famosa história do triplex. Ao qual, nem sequer era dele. Associaram ele a esse crime, pois teria visitado o local, mas nem sua assinatura encontraram em qualquer documento. Sua prisão foi arbitrária e anticonstitucional, coisa que o próprio STF admitiu, mas que é ignorado pela direita de forma vexatória. E quando ocorreu essa detenção, ninguém foi lá atacar o regime judiciário na época.
Já no caso de Jair Messias Bolsonaro, vemos uma lista de mais de 100 imóveis comprados por ele, com mais de 50 deles sendo obtidos em dinheiro vivo. De onde um parlamentar, antes ou depois de virar presidente, conseguiria grana para isso? Ele estimulou o não controle da Covid-19, sendo contra o uso da máscara, e usando remédios que não eram para vírus e sim para outros problemas. Ao ponto de causar mais de 700 mil mortes! Nem a Nigéria com nível populacional parecido com o nosso, deve seis dígitos de morte. Sem contar a obtenção de relógios e joias de origem árabe. E por fim, a invasão dos prédios dos três poderes, que foi estimulada por Bolsonaro, por debaixo dos panos, já que isso foi claramente um ataque da extrema-direita brasileira. 
Se não combatermos isso agora, não teremos uma cidade melhor. Pois se no macro causou problemas que durarão, imagina no micro?