sábado, 13 de julho de 2024

(Espaço Aberto SP) O que é MONA?

MONA é um museu diferente. Construída para dar visibilidade ao patrimônio LGBTQIAPN+ da região do Arouche, a MONA é território, um espaço político de resistência.
MONA é uma maneira de lutar contra preconceitos e todas as formas de discriminação à comunidade racializada, de baixa renda e LGBTQIAPN+ que vive, ocupa, gera riqueza social, cultural e econômica. E uma estratégia de permanência no centro da cidade de São Paulo, região historicamente ocupada pela comunidade LGBTQIAPN+ que pulsa memórias, identidade e segue (re)existindo.
MONA foi construída por iniciativa do Coletivo Arouchianos LGBTHQIAPD+, com o apoio da Repep (Rede Paulista de Educação Patrimonial e financiado pelo Edital Inclusão Social e Diversidade na USP, da Pré-Reitoria de Cultura e Extensão (2021-2022). A partir do Inventário Participativo, uma ferramenta educativa, foi possível identificar, de forma coletiva, as referências culturais da comunidade LGBTQIAPN+, os patrimônios vivos e vividos no cotidiano do Arouche.
MONA é uma mobilização social no sentido de uma educação para os direitos humanos.
O território delimitado no Inventário Participativo não se restringe ao Largo do Arouche, pois a região concentra um conjunto de atividades e estabelecimentos ligados à sociabilidade LGBTQIAPN+, entre os quais bares, boates, cinemas, saunas, entre outros, e um conjunto de comércio e serviços complementares a esse uso, como hotéis, sex-shop e lojas especializadas na montagem drags (comércio de roupa e perucas). Trata-se de uma região singular da cidade para a comunidade LGBTQIAPN+. Assim, o território do Inventário Participativo abrange duas poligonais, uma mais central, chamada de área core (em roxo), e outra poligonal mais ampliada (vermelho), que foi definida como uma espécie de zona tampão. 

quarta-feira, 10 de julho de 2024

Figuras notáveis: Clewton Fernandes

Clewton sagrou-se campeão no 9º Force Fighting Championship – FFC, considerado o maior evento de MMA do Estado de São Paulo. Para participar do evento, são convidados apenas os atletas que possuem uma boa colocação no ranking nacional de cada uma das modalidades, a saber: MMA, Kickboxing, Muay Thai e Boxe.
Clewton Fernandes é lutador de MMA, desde 2010; de Kickboxing e Jiu-Jítsu, desde 2007; e de Kung Fu, desde 2005.
Ele é “faixa preta” nas três últimas modalidades. Clewton foi um dos atletas participante do FFC na modalidade MMA e, aos 3 minutos e 24 segundos do 3º round, nocauteou o adversário, sagrando-se campeão e conquistando seu 6º título de MMA profissional.


Cartazes de Cynthia Mariah para seu curso online Desconstruindo o Olhar Eurocentrado na Moda


segunda-feira, 8 de julho de 2024

As aves de Santa Isabel

Em minha pesquisa sobre a cultura de Santa Isabel, eu sabia que precisava procurar sobre algumas coisas a mais. Além da história, pesquisei sobre geografia, literatura, lendas e mitos e biologia. Especialmente, nesse último, com relação a fauna e flora.
Quando fui a Secretária do Meio Ambiente, no começo de 2021 (já tinha ido até lá na gestão passada) eu pedi uma relação da fauna e flora de Santa Isabel. Não recebi nenhuma informação. Então, eu comecei a procurar por conta própria alguns aspectos da natureza isabelense.
Segundo alguns, teríamos uma árvore que só nasce em Santa Isabel, Igaratá e Nazaré Paulista, mas ao qual nunca encontrei.
Enfim, fui encontrando algumas imagens de aves pela cidade. Já que criam um fascínio nas pessoas e nos fazem querer registrar seres que dominam o ar de formas diversas. Demorei muito para verificar isso, mas formulei uma relação de alguns desses animais, pois não tenho esse conhecimento específico. Mas precisava fazer isso.
Entre os pássaros que encontrei foram:

Socó;
Urubu;
Lavadeira mascarada;
Garça branca pequena;
Gralha-preta;
Coruja suindara (Tyta furcata);
Urutau;
Anum preto;
Anum branco;
Tucano;
Maritaca;
Saracura;
Pavó;
Araponga

Recentemente, por incrível que pareça, a gestão de Santa Isabel, trouxe pessoas com informações sobre pássaros. Ao qual, tive a chance de receber um "Passaporte Aves de São Paulo", que serve para observadores de pássaros registrarem os animais vistos. Eu o usei de outro modo: entrei em contato com pessoas de sítios, questionando se já viram as aves ali registradas. Então, abaixo, vemos uma seleção dessas aves.
Observação: não posso afirmar que essas aves ainda existam no território. Isso seria uma obrigação do Meio Ambiente.

  • Marreca-cricri (Anas versicolor)
  • Saracura-do-banhado (Allus sanguinolentus)
  • Pica-pau-de-cabeça-amarela (Celeus flavescens)
  • Coruja-orelhuda (Asio clamator)
  • Beija-flor-dourado (Hylocharis chrysura)
  • João-bobo (Nystalus chacuru)
  • Tico-tico-rei (Coryphospingus cucullatus)
  • Pica-pau-rei (Campephilus robustus)
  • Bigodinho (Sporophila lineola)
  • Andorinha-do-rio (Tachycineta albiventer)
  • Beija-flor-de-veste-preta (Anthracothorax nigricollis)
  • Beija-flor-rubi (Heliodoxa rubricada)
  • Sanhaço-frade (Stephanophorus diadematus)
  • Caneleirinho-de-chapéu-preto (Piprites pileata)
  • Tangará (Chiroxiphia caudata)
  • Alma-de-gato (Piaya cayana)
  • Pica-pau-dourado (Piculus aurulentus)
  • Trinca-ferro (Saltator similis)
  • Barbudinho (Phylloscartes eximus)
  • Periquito-verde ou Periquito-rico (Brotogeris tirica)
  • Garça-branca-grande (Ardea alba)
  • Marreca-pardinha (Anas flavirostris)
  • Seriema (Cariama cristata)
  • Tucanuçu ou Tucano (Ramphastos toco)
  • Batuira-de-bando (Charadrius semipalmatus)
  • Guará (Eudocimus ruber)
  • Sanhaço-do-coqueiro (Tangara palmarum)
  • Benedito-de-testa-amarela (Melanerpes flavifrons)
  • Jacutinga ou Jacu (Aburria jacutinga)
  • Beija-flor-preto (Florisuga fusca)
  • Pato-mergulhão (Mergus octosetaceus)
  • Tiê-Sangue ou Sanhaço-vermelho (Ramphocelus bresilius)
  • Canário-do-mato (Myiothlypis flaveola)
  • João-de-barro (Furnarius rufus)
  • Beija-flor-tesoura (Eupetomena macroura)
  • Sabiá-laranjeira (Turdus rufentris)
  • Canário-da-terra (Sicalis flaveola)

segunda-feira, 1 de julho de 2024

Lendas de Santa Isabel: simpatia para a criança falar

Essa simpatia teria sido usada em mim por dona Ilidia Sousa Godoy (ao que parece esse era o nome, pelo que minha mãe se lembra). Essa mulher era tia e madrinha do meu tio-avô, Benedito Sousa, um caminhoneiro que viveu na Rua da Feira.
Como ela funcionaria? Simples: a criança teria que tomar a primeira água de janeiro. Ela esperou a primeira chuva daquele mês, pois eu ainda não falava, guardou essas águas e me deu de beber. Tempos depois, parece que eu comecei a falar. Se foi a simpatia ou não, o que importa é que se manteve essa tradição.
Ao que parece, ela gostava muito de mim. Por isso, ela usou essa simpatia. 
Eu inicialmente achei que poderia ser a questão de ter a "língua presa", um problema que faz que troque as letras quando não tomo cuidado. R por L, por exemplo. Mas isso não influenciaria na fala de uma criança.