terça-feira, 1 de fevereiro de 2022
domingo, 30 de janeiro de 2022
sexta-feira, 28 de janeiro de 2022
A história do Sêu Nico por Bruno Martins
"Sêu Nico é um andarilho noturno que escolheu as madrugadas para plantar flores pelas ruas de Santa Isabel, e faz isso há mais de um ano
O dia ainda está longe de amanhecer e Sêu Nico sai de sua casa a peregrinar pelas ruas de Santa Isabel. No caminho que faz todas as madrugadas vai de lixeira em lixeira recolhendo pedaços de móveis, brinquedos abandonados, além de outros materiais recicláveis. Nico tomou para si a missão de dar um destino a esses objetos, sem vende-los transforma o que pode em vasos de flores, um jeito de plantar vida em objetos que se tornaram obsoletos.
Sêu Nico é na verdade Maximínio de Camargo. Por ironia do destino, o andarilho das madrugadas isabelenses tem o mesmo nome de uma das ruas da cidade. Há poucos metros da sua casa, que fica no numeral 1.090 da Avenida Prefeito João Pires Filho, está a Rua Maximínio Antônio de Camargo. O homenageado que dá nome a via, era avô de Sêu Nico.
A casa onde mora é a herança que recebeu com a morte dos pais. Para lá ele leva todas as sobras que recolhe da cidade e em seu quintal há um vasto jardim com várias espécies de flores, além de pés de fruta. Malva, Antúrio, Cravos, Comigo Ninguém Pode, Bromélias, Lírios da Paz, Orquídeas e outras espécies existem no jardim que poucos têm o prazer de apreciar.
Se ninguém vai ao jardim de Sêu Nico, ele leva um pedaço do jardim às pessoas. Poucos veem, mas quando sai a perambular pelas ruas durante as madrugadas, Maximínio amarra mudas de orquídeas por algumas árvores da cidade. Já amarrou orquídeas nas praças da Bandeira e Fernando Lopes e também nas árvores que margeiam a Rod. Prefeito João Pires Filho. Usando na cintura apenas uma faca velha de cozinha, cujo cabo está quebrado, Nico plantou com as próprias mãos a maioria dos antúrios que enfeitam a Praça da Bandeira: “Certa vez um morador me perguntou por que que eu tinha este zelo pela cidade. Se eu nasci aqui e ela me abriga até hoje, é minha obrigação cuidar dela”, diz.
Se engana quem acha que ele usa os horários do dia para descansar, nas manhãs e tardes cuida de seu jardim plantando novas mudas em restos de copos, garrafas pets e até monitores de computadores que recolhe do lixo. Uma de suas distrações é cuidar do pastor alemão que ele ainda não deu nome, mas que um dia foi de seu sobrinho, única companhia que compartilha em seu isolamento imposto pela surdez, fruto de uma doença de infância. Outra coisa que faz e se diverte sozinho é brincar de acertar o alvo, após dar precisos seis longos passos ele arremessa sua faca velha em direção a latinha de cerveja que deixa em cima de um latão velho, cheio de furos causado pelos seus arremessos sem sucesso.
Após ter sarampo aos sete anos de idade, Nico adquiriu uma deficiência auditiva que o passar dos anos só piorou. Hoje aos 71, sua audição só consegue captar aquilo que lhe é falado alto, bem próximo aos ouvidos. Em dias de chuva o som que escuta é zero, mas para ele o silêncio é o melhor companheiro de todos os dias. Não tem filhos e garante que nunca casou. Esculpido em sua humildade responde o que consegue ouvir com uma voz baixa e serena, que não se exalta jamais.
Hoje aposentado Sêu Nico dedicou parte de sua vida a trabalhar nas empresas da cidade. Em 1969 foi funcionário da Pedreira de Santa Isabel e de lá saiu uma semana antes do setor de ferradura, onde trabalhava, explodir matando seus ex-colegas de trabalho. Durante dois anos trabalhou como servente na Santa Casa de Misericórdia e durante 17 anos trabalhou na empresa Paramount Têxteis. No meio de cinco irmãos, alguns deles já falecidos, Maximínio foi o único que adquiriu paixão assídua pelas plantas, na infância foi morar e trabalhar com os pais na fazenda da família Cianflone e lá cuidava do jardim.
Em sua casa há poucos móveis, apenas um rádio que surpreende quem o visita. Em um balcão que separa a cozinha da sala um porta-retrato empoeirado traz a imagem de um Nico jovem com uma de suas sobrinhas no colo, num típico dia de família: “Hoje ela é uma mulher adulta muito bonita”, diz o Tio orgulhoso.
O homem que escolheu cuidar da cidade onde nasceu enquanto a maioria dos moradores dela dormem, consegue desta forma dar valor a si mesmo e ao seu trabalho. Assim como o avô imortalizado no nome de uma rua, Maximínio consegue se eternizar plantando flores pela cidade.
Matéria originalmente publicada na Ed. 1.060 do Jornal Ouvidor."
terça-feira, 25 de janeiro de 2022
A história dos correios em Santa Isabel
Pode-se ver através do Almanaque Paulistano de 1858 que a região era servida pelo correio por via de Mogi das Cruzes 6 vezes por mês, sem entretanto atingir a Santa Isabel, o que só veio acontecer no ano seguinte de 1.859, conforme Portaria de 19-XI-1.859. Sendo a linha postal, criada no mesmo ano por via de Mogi das Cruzes conforme relatório Ministerial da Secretaria do Império referente ao ano base de 1859, publicado em 1860. Pode ser no relatório de 1862, publicado em 1863, que Santa Isabel era ainda nesta época a 3ª menor agência postal, dentre as 61 existentes na província, com uma renda de 16$000 e o vencimento do agente era de 120$000 e portanto deficitária.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2022
Jamir Varallo Figueiredo, o Jamil
Jamir trabalhou na fábrica de Juta e na Paramount como maquinista e teve um armazém por 20 anos no centro da cidade.
Foi eleito vereador quatro vezes consecutivas e chegou a ser recordista de votos em Santa Isabel, mas foi em 2008 que ele se tornou o parlamentar com maior quantidade de votos comparado a todos os demais eleitos no Alto Tietê com 2002 votos.
Começou na vida pública nas eleições de 1997 , onde a campanha era feita com o famoso “boca a boca”. Com auxílio da famosa mobilete Monark 1980, que o acompanhou até 2006. Por diversos pleitos venceu como o recordista de votos graças a sua atuação levantando a bandeira da saúde e assistência social.
Sua linha de atuação era a saúde e a assistência social.
Reconhecido muitas vezes por ser a primeira pessoa a apoiar as famílias em situação de vulnerabilidade, quando estas precisavam agir diante de situações difíceis, como a perda de algum ente querido.
Segundo informações, Jamir sofreu um aneurisma cerebral e, embora tenha sido levado às pressas para cirurgia, todos os esforços para salvar sua vida encerraram com o último suspiro.
Ele morreu em 1 de Novembro de 2021. Com 75 anos.
terça-feira, 18 de janeiro de 2022
Associação Nipo-Brasileira de Santa Isabel
A Associação ficava, pouco depois de passar onde hoje é um dos Portais de Santa Isabel (na verdade, pouco antes da entrada do Solazer). Ao que se sabe, eram desenvolvidas aulas de japonês, teatro, artes marciais, e atividades relacionadas à cultura japonesa. Como o undokai (gincana anual).
Um nome importante para essa associação foi Toshiaki Tokunaga
Um nome importante para essa associação foi Toshiaki Tokunaga
O Sr. Toshiaki nasceu em Valparaíso, SP e mudou-se para Santa Isabel, SP em 1957 e, desde então, sempre residiu no Bairro do Ouro Fino. Casado com a Sra. Mariko Tokunaga, com quem teve três filhos: Wilson, Wilian e Lica Tokunaga, Toshiaki foi Vereador no mandato de 1977 a 1981, sendo vereador suplente por outros quatro anos mais. Também foi Presidente da Associação Cultural Nipo-Brasileira do Bairro do Ouro Fino por 5 anos, vindo a falecer em janeiro de 2019 aos 82 anos.
Pouco se sabe do motivo de seu fim nos dias de hoje.
sábado, 15 de janeiro de 2022
Jefferson Ribeiro e a Escola Discover Idiomas e Treinamentos
O isabelense Jefferson Ribeiro, residiu na Inglaterra dos 18 aos 20 anos. Retornou ao Brasil e cursou faculdade como bolsista, quando começou a lecionar aula particular de inglês.
Jefferson foi professor de uma das escolas pioneiras em idiomas de Santa Isabel, a Evolution. Quando a escola encerrou suas atividades, o jovem empreendedor na ocasião assumiu quarenta alunos da extinta escola.
Surgiu assim a Escola Discover Idiomas e Treinamentos que iniciou com aulas informais até estabelecer sua sede na Avenida República, 98.
Na ocasião, Jefferson se encontrava em uma fase de dificuldade financeira, quando recebeu uma proposta de compra de um grande conglomerado de escolas de idiomas, entretanto, diante da situação, Dalmo Pandufo, o aconselhou a não vender a empresa, pois criou uma identidade na cidade, e ofereceu o mesmo valor para entrar como sócio na Escola Discover.
Estruturado financeiramente, Jefferson Ribeiro investiu no terceiro andar da escola, criando uma ampla área de informática.
Atualmente, a Escola Discover Idiomas e Treinamentos conta com mais de mil alunos somente na unidade de Santa Isabel, e possui filiais nas cidades de Igaratá, Mogi das Cruzes e Bom Jesus dos Perdões. O próximo projeto a ser implantado será o de ensino a distância (EAD).
Em fevereiro deste ano, a empresa completou 14 anos de atuação, colaborando ao longo de sua história, com a formação de diversos alunos, através de bolsas de estudo que são ofertadas à Secretaria Municipal de Assistência e Promoção Social e OSI (Olímpicos de Santa Isabel) que encaminha os alunos enquadrados em critérios para a concessão das bolsas.
Os alunos e colaboradores são estimulados a participar de ações beneficentes e campanhas que são realizadas durante o ano, tais como de Páscoa, Dias das Crianças e de Natal, quando são partilhados chocolates, brinquedos e de roupas com jovens e crianças carentes.
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