segunda-feira, 3 de abril de 2017

ENTUR 2017



No dia 27 de março de 2017 ocorreu o ENTUR. O encontro de empresários relacionados ao turismo em Santa Isabel. Primeiro falemos das palestras ocorridas por lá.
O Delegado Regional de Turismo do Vale do Paraíba e Litoral Norte, Alfredo Júlio Gimenes, falou que a cidade de Santa Isabel tem grande potencial turístico religioso. Lugares como a Igreja do Rosário, a Matriz de Santa Isabel e a Capela de São Roque são exemplos que ele concedeu em sua palestra. 

Segue dados obtidos do Jornal Agora News de 1 de abril 2017:
De acordo com informações passadas pela Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico, os pontos turísticos voltados ao segmento religioso também estão inseridos nas rotas convencionais, abrigam patrimônios históricos e naturais. Exemplo disso é o Santuário Jesus Amoroso, localizado no bairro São Domingos, na divisa entre Arujá e Santa Isabel. O local foi recém-descoberto pela administração pública que, na semana passada, realizou uma reunião com os chefes do executivo de Arujá, Santa Isabel e os padres responsáveis pelo local. A diretoria de Turismo estuda melhorias a serem empregadas nas adjacências do templo, a fim de dar aos milhares de peregrinos que passam por lá mensalmente, melhores condições gerais.
Ocorreram outras palestras na área superior.
Além de diversas palestras, o evento que ocorreu no Lions Rotary Club de Santa Isabel, contou com a demonstração de vários produtos. Na área inferior, ficaram os artistas. Tanto dentro, quanto fora do espaço. 
Entre os artistas na área interna estavam quadros de pintores como Edison Manzini, Miriam Cristina Pereira, Francisco Machado, Teresinha Pedroso e Gi Lins. Trabalhos de desenhistas como Cidão e Luis Eduardo C. Tavares. Já na área externa tivemos vários produtos feitos de tecido, roupas de crochê, o artesanato do seu Donizetti, Mara Dias entre outros. 
Por último, ainda na área externa ocorreu um desfile com algumas das roupas feitas de crochê. 

domingo, 2 de abril de 2017

ENTUR 2017: 10º Encontro dos Profissionais e Empresários do Setor de Turismo de Santa Isabel e Região

PROGRAMAÇÃO
14h Abertura

14h30 Turismo Religioso
Palestrante: Alfredo Gimenes
(Delegado Regional de Turismo do Estado de São Paulo - Vale do Paraíba e Litoral Norte)

15h30 Turismo de Eventos
Palestrante: William Ladeia de Carvalho
(Mestre em Hospitalidade / Docente Faculdade HOTEC em Hotelaria, Gastronomia e Turismo de São Paulo)

17h - Turismo Pedagógico
Palestrante: Robson Salgado
(Especialista em Turismo Pedagógico / Docente Faculdade Unesp)

18h00 - Desfile de Moda Crochet

Das 14h às 19h Feira de Artesanato e Mostra de Artistas Locais

*Programação sujeita a alteração.


Mais tarde posto um texto sobre o evento. Esperem e confiram!

sábado, 1 de abril de 2017

O artesanato de seu Donizetti


A história de seu Donizetti (que na verdade se chama Darzeto) por aqui é quando ele veio do Paraná em 1975, morando inicialmente próximo do Cruzeiro. 
Na verdade, ele tem 50 anos morando em Santa Isabel: 30 só no Cruzeiro e 20 onde hoje em dia ele mora. Mas já possui oitenta e três anos. Sua vida não foi voltada só para o artesanato logo de início. Ficou um bom tempo trabalhando como sapateiro e deve uma curta estadia na Karibê. Depois disso se dedicou inteiramente a confecção de esculturas em madeira. O que ele mais faz são carrinhos de bois, mas também saem de suas mãos tatus, peixes, formas humanas, pássaros. Ele inclusive já presenteou o antigo prefeito, Hélio Buscariolli com uma de suas obras, um homem de madeira com suas feições. 
Ao conversar com ele, ele esculpia um carrinho de madeira junto a seu amigo Washington, que o auxilia um pouco mais de 20 anos. Este também faz esculturas como as de aves, tucanos, peixes e águias.
Seu Donizetti usa facas, serras e serrote para moldar suas obras. Enquanto seu amigo usa isso tudo e até uma furadeira, visto que é mais novo e entende mais disso. Aliás, outro fato que não comentei é sobre as dificuldades dele, já que Darzeto tem poliomielite. E mesmo não podendo se movimentar como quer, além de um pequeno problema de audição, é extremamente lúcido para sua idade. Ao contatar ele em sua casa, ele confeccionava um carrinho de boi, enquanto contava de forma detalhada sobre suas funções na Karibê. Sem contar que ele faz boa parte de suas obras só de memória, sem auxílio visual. E só chegado ao segundo ano primário em escolaridade.
Sem sombra de dúvida uma amostra de vitalidade, inteligência, competência e talento fora do comum nos dias de hoje. Ele mora atualmente na Rua Joana Caraça Machado.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Eventos importantes em Santa Isabel

Eventos importantes em Santa Isabel
Mês
Eventos
Abril
Semana Santa, apresentação da peça Paixão de Cristo, Festa em Louvor a São Benedito.
Maio

Junho
Tapetes de Corpus Christi.
Julho
Festa de Nossa Senhora de Santa Isabel, aniversário da cidade e festa da cidade.
Agosto
Festa de Nossa Senhora do Monte Serrat
Setembro
Festa de Nossa Senhora do Brotas e de Nossa Senhora da Piedade.
Outubro
Festa de Nossa Senhora Aparecida (festividades na Aparecidinha) e de Nossa Senhora Tereza D’Ávila.
Novembro
Semana Maurício de Souza e Dia da Consciência Negra.
Dezembro
Festivais de dança dos estúdios Bruna Brasileiro de Dança e Espaço Expressão .


quinta-feira, 9 de março de 2017

Homenagem ao Dia Internacional das Mulheres: Dona Tereza Caraça

Esse texto é atrasado com relação a comemoração do Dia Internacional das Mulheres. Mas queria muito homenagear a mulher mais marcante na minha vida: minha mãe. Tereza Caraça.
Já conheci muitas mulheres lindas, talentosas na dança ou na música, pessoas magníficas com uma inteligência e habilidades únicas. Contudo, falem o que quiser, nenhuma tem a fibra de minha mãe.
Vinda de uma família relativamente grande e bem humilde. Tinha como irmãos Benedita, José e Luis, e como pai Francisco Bicudo Caraça. Sua mãe morreu muito cedo. O que fez as crianças amadurecerem desde cedo.
Sempre quis estudar, mas seu pai não permitia. Então ela o fez. Escondido. Ficava com lápis bem pequeno, pois não tinha como comprar muito material de estudo. Ainda assim só conseguiu chegar até a quarta série.
Mesmo com pouco estudo, sua vida foi de trabalhar. Fosse dentro do sítio da família, na lavoura, fosse na cidade, como empregada. Tanto que nesse último serviço ela conheceu um garoto com nome de Luis Eduardo. E esse nome seria usado mais tarde.
Depois de certo tempo, ela conheceu um rapaz que seria seu futuro marido. Contudo, ele não era exatamente quem ela acreditava. Osmar não era um protótipo de homem, nem de pessoa. E maltratava Tereza.
Ainda assim, ela seria agraciada com um filho. Muito ingênuo, cheio de manias e inquieto quando criança. Seu nome seria o mesmo da criança que Tereza cuidava quando era mais nova, Luis Eduardo. Achava nome bonito, de gente importante.
Como seu antigo marido era uma pessoa perigosa, que batia nela e na criança, ela se separou dele. Vivendo ela e a criança, sendo ajudada pelos irmãos com a criação de seus filhos. Uma pessoa que deve que fazer as vezes de pai e mãe.
Ela o criou como pode. Muitas vezes quando ele fazia algo errado ela o repreendia do melhor modo que podia. Broncas, varinha de marmelo, tudo isso constituiu o caráter daquele rapaz. Nunca foi um filho perfeito, mas é alguém que ama sua mãe.
Quando o garoto matou aula uma única vez na vida, ela puxou a orelha do garoto da escola até sua casa. Ela nunca pediu perdão por atitudes assim, pois essa era a forma dela de mostrar seu amor.
Por tudo isso, mais do que um talento como dança, música, desenhos, pinturas e qualquer tipo de arte, mesmo não sendo a pessoa mais versada em diversos conhecimentos... Ela tem algo que as pessoas nunca tiveram: a fibra para cuidar de um filho nos períodos felizes e de crise. Ela é mais que uma mulher. Ela é uma batalhadora. Minha homenagem a Tereza Caraça.



quarta-feira, 8 de março de 2017

"Histórias de Amor e Morte" de Luiz Del Nero Netto

Qual não foi minha surpresa, quando uma professora me falou sobre esse escritor. Luiz Del Nero Netto, o “Netinho”. Colunista e jornalista do Jornal O Ouvidor. Até mesmo na parte de trás de seu livro ele escrevia que era “o último dos jornalistas boêmios”. Ou seja, aqueles que muitas vezes escreviam suas pautas em uma mesa de bar. Mas era muito meticuloso.
Prova disso está em uma história que ouvi do próprio Roberto Drummond Melo Silva sobre o autor. Segundo ele ocorreu o seguinte: em certa época, ele teria ido até uma empresa, ao qual viu uma propaganda que estava escrita de forma errada. Ou seja, saindo dos parâmetros da gramática. Luiz tinha uma conversa tão agradável que foi chamado para a empresa, e subiu postos até a diretoria de empresas multinacionais.
Seu livro Histórias de Amor e Morte é a coletânea de histórias publicadas por ele ao longo de dois anos. Com histórias inspiradas pelo povo, pelo imaginário ou de páginas de jornais de sua época como jornalista, mostrando os duros limites entre o amor e o ódio.
Foi publicado pela Editora Jornalística de Igaratá (a mesma do Jornal O Ouvidor). Com capa feita pelas mãos do artista Sandro Camargo e prefácio do próprio Roberto Drumond Melo Silva, seu antigo colega. Contêm só 80 páginas.
A seguir uma das histórias da obra, O casamento:
“Tinha começado na difícil “vida fácil” aos dezoitos anos. Aos vinte e três, já com boa experiência e algum dinheiro guardado, começou a pensar em deixar o bordel. Então, ele apareceu. Boa pinta, alto, forte, moreno, bem proporcionado de peso e muito simpático, tinha até um bom emprego. No começo pagava. Depois ela começou a “ir no amor”. Afinal era gentil, diferente dos demais. Levou-a para passear, distrair-se e cobriu-a de atenções. Deixou-se seduzir impulsionada pela carência que
tinha um apoio forte, de conviver com alguém que visse nela algo mais que apenas mercadoria que se pode comprar, quando se tem necessidade de sexo. Desenvolveu por ele uma fantasia de namorada. Começou a sonhar com vestido de noiva, altar e música de casamento. Foi então que ele propôs. Quase morreu de emoção. Juntaram o dinheiro de ambos, alugaram casa, mobiliaram-na e se casaram. Como nos romances para mocinhas de antigamente.
Dois meses após, chegou em casa com um amigo. Ela serviu “drinks” e correu para melhorar o jantar. Estava na cozinha aumentando a salada, quando ele entrou. “Não se preocupe – disse. O Alberto não veio aqui para isso”.
“Uai! Veio então para o que?” perguntou surpresa.
“Para ficar com você”.
Gaguejou, quis falar mas ele não permitiu.
“Olha. Vou sair e volto daqui a duas horas. Cuida bem do homem que até já pagou. Se quando eu voltar ele se queixar, te arrebento na porrada”.
Ficou estatelada. Ele saiu.

No dia seguinte, o mais novo cafetão da praça pediu demissão no bando, onde era caixa.”